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Advogado diz que Cid não deve explicações sobre viagem da família e manda PGR se danar

 Chefe da equipe de defesa de Mauro Cid, o advogado Cezar Bitencourt afirmou que o tenente-coronel não deve explicações sobre a viagem de sua família aos Estados Unidos e disparou contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

"Dane-se o PGR. A vida do Cid segue indiferente à existência do processo", escreveu Bitencourt




📰 Quando “Dane‑se o PGR” vira manchete: a defesa de Mauro Cid e o choque de narrativas

Na última sexta‑feira (13/06/2025), o advogado Cezar Bitencourt, principal nome da equipe de defesa do ex‑ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente‑coronel Mauro Cid, declarou textualmente – e depois se retratou – que “dane‑se o PGR”. A frase forte foi endereçada a Paulo Gonet, procurador‑geral da República, que, no dia anterior, havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal a prisão de Cid sob o argumento de possível plano de fuga do militar.

A provocação inicial, seguida de pedido de desculpas, escancara o ambiente de disputa de narrativas que envolve figuras‑chave do bolsonarismo, instituições de controle e a imprensa. Para entender o impacto disso, vale destrinchar alguns pontos:


1️⃣ O contexto do pedido de prisão

  • Quem é Mauro Cid? Tenente‑coronel da Força Aérea Brasileira, ex‑ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro, enfrenta investigação no STF por suposto envolvimento em tentativa de golpe após as eleições de 2022.

  • O que motivou o pedido de prisão? A PGR, comandada por Paulo Gonet, apontou viagem da família de Cid aos EUA (em 30 de maio) e indícios de que o ex‑ministro do Turismo Gilson Machado, preso pela PF em Recife no mesmo dia, tentava viabilizar um passaporte português para o militar. Em conjunto, fatos que poderiam sugerir tentativa de fuga do réu antes de conclusão do processo.

  • Operação e revogação: Uma ação da Polícia Federal chegou a ser deflagrada para localizar e prender Cid, mas, segundo a defesa, já na residência do oficial foi informada a revogação da ordem de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes. Cid, portanto, não chegou a ser detido, mas compareceu à sede da PF em Brasília para depor.


2️⃣ A tese da defesa: prerrogativa x suspeita

  • “A família não deve explicações”: Bitencourt manteve que a viagem dos pais, esposa e filha para comemorar os 15 anos de uma sobrinha em Los Angeles nada tem a ver com o processo do militar. E reforçou – de forma enfática – que nenhum parente de Cid precisa se explicar à PGR ou a qualquer outra autoridade.

  • Direito de ir e vir x condições processuais: Argumenta‑se que Cid, por não ter sido condenado e estar sujeito apenas a medidas cautelares, mantém seu direito fundamental de locomoção restrito somente aos termos estabelecidos pelo Judiciário (no caso, não poderia viajar desde fevereiro de 2024, quando autorizou‑se o pedido de cidadania portuguesa). Seus familiares, por não figurar como réus ou investigados, preservariam o direito pleno de mobilidade.

  • Contradição na data de retorno: Embora a defesa afirme “sem data prevista para retornar”, relatos da Folha apontam compra de passagens de volta com retorno agendado para o dia 20 de junho. A discrepância alimenta a narrativa de que, mesmo havendo previsão de volta, a estratégia de comunicação opta pelo suspense e pelo reforço de que não há “nada a ver com o processo”.


3️⃣ O jogo de cena: imprensa, Poderes e opinião pública

  • Repercussão midiática: A manchete “Dane‑se o PGR” viralizou e gerou debates sobre decoro profissional, limites da retórica jurídica e importância do respeito às instituições.

  • Retratação pública: Horas depois, Bitencourt enviou nota pedindo desculpas, alegando que a expressão foi “equivocada”. Muitos viram a retratação como gesto para acalmar a tensão e manter o foco na tese da defesa, sem desgaste adicional.

  • Reações no Congresso: Parlamentares alinhados a Bolsonaro aproveitaram o episódio para criticar a PGR — alguns afirmam que a investigação é “perseguição política” e que o procurador extrapolou poderes ao pedir prisão preventiva. Por outro lado, oposicionistas destacam a importância da legalidade e do combate a eventuais tentativas de fuga de réus.


4️⃣ Consequências e reflexões

  1. Até que ponto a força da retórica pode ajudar (ou atrapalhar) a defesa?

    • A estratégia de choque (“dane‑se”) trouxe visibilidade, mas também desgaste. A retratação tenta atenuar o estrago, mas a marca da frase pode permanecer nas manchetes.

  2. A diferença entre acusação e condenação

    • O episódio reforça o princípio de presunção de inocência: Cid não foi condenado, mas restrições de viagem já estavam em vigor. A PGR defende que os indícios justificam medidas mais drásticas; a defesa argumenta justamente o contrário.

  3. Família no centro do debate

    • Ao estender a discussão à mobilidade dos parentes, a defesa desloca o foco do réu e abre um novo front de sensibilização: empatia com a situação familiar, possível comoção pública, mas também questionamentos sobre eventual blindagem de investigados por laços pessoais.

  4. Equilíbrio entre direitos fundamentais e instrução criminal

    • A tensão entre liberdade de ir e vir e garantia de que o investigado não se evada é um tema recorrente. Até que ponto as cortes podem limitar mobilidade para preservar o andamento do processo?


💡 Para você refletir:

  • Você concorda com a tese de que familiares de investigados não devem ser alvo de suspeitas nem explicações, mesmo quando as suspeitas envolvem fluxos internacionais?

  • A tática de comunicação de “choque e retratação” funciona para ganhar visibilidade ou só traz desgaste à defesa?

  • Até onde vai o poder da PGR e do STF na imposição de restrições a investigados em casos políticos sensíveis?

📌 Compartilhe suas opiniões e argumentos nos comentários. Quanto mais diversificarmos o debate, melhor compreendemos os desafios do nosso Estado de Direito – inclusive quando ele se choca com estratégias midiáticas e interesses políticos.


✍️ Post por [Globonews / Noticias sem censura]
Data: 15 de junho de 2025

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