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EUA enviam 3º porta-aviões ao Oriente Médio; veja o que dizem especialistas

 

Chegada do USS George H.W. Bush marca maior presença de navios americanos na região em mais de 20 anos




O Exército dos EUA afirmou que um terceiro porta-aviões chegou ao Oriente Médio, o maior número de porta-aviões americanos deslocados para a região em mais de 20 anos, segundo analistas.

O anúncio feito na quinta-feira (24) ocorreu aproximadamente ao mesmo tempo em que o presidente dos EUA, Donald Trump, se recusou a informar um prazo para o fim da guerra com o Irã.

O Comando Central dos EUA, que coordena as forças americanas em todo o Oriente Médio, anunciou em uma publicação nas redes sociais que o terceiro porta-aviões, o USS George H.W. Bush, da classe Nimitz, havia entrado em sua área de responsabilidade.

O Bush, comissionado em 2009, é o mais novo dos 10 porta-aviões da classe Nimitz na frota dos EUA. Com quase 300 metros de comprimento e deslocando mais de 100.000 toneladas, ele pode transportar mais de 80 aeronaves, é movido por dois reatores nucleares e conta com mais de 5.500 marinheiros e tripulantes a bordo.

Questionado sobre os planos para o Bush, um oficial de defesa disse  que o Exército não “discute a disposição das forças, movimentos de navios ou localizações para proteger os membros do serviço e a segurança operacional.”


Mas analistas observam que a chegada do Bush envia uma mensagem mesmo sem disparar um único tiro.

“Só o potencial de um terceiro porta-aviões se envolver aumenta a pressão sobre o regime (iraniano) à medida que as negociações de paz se aproximam”, disse Carl Schuster, capitão aposentado da Marinha dos EUA.

O analista Peter Layton, pesquisador do Griffith Asia Institute, entre outros, afirmou que o Bush pode estar chegando para substituir o USS Gerald R. Ford, que está deslocado desde junho do ano passado, muito além dos cerca de sete meses em que os porta-aviões dos EUA normalmente permanecem em missão.

Enquanto isso, o porta-aviões USS Abraham Lincoln foi visto no Mar da Arábia, ao sul do Irã, como tem acontecido desde o início da guerra.


EUA confirmam envio de representantes, e negociações com Irã devem ser retomadas




Enviados do presidente Donald Trump viajarão a Islamabad, no Paquistão, no sábado, 25, para mais uma rodada de negociações com o Irã, com objetivo de pôr um fim à guerra desencadeada por ataques americanos e israelenses ao território iraniano em fevereiro, anunciou a Cassa Branca nesta sexta-feira.

“Posso confirmar que o enviado especial Steve Witkoff, assim como Jared Kushner, partirão novamente para o Paquistão amanhã de manhã para realizarem negociações (…) com representantes da delegação iraniana”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, à Fox News. Witkoff é representante especial do governo para assuntos ligados ao Oriente Médio, enquanto Kushner é genro e visto com um dos conselheiros mais influentes do presidente.

Segundo Leavitt, houve “algum progresso por parte do Irã nos últimos dois dias”. O vice-presidente JD Vance, que liderou a equipe de negociação na primeira rodada de conversas com os iranianos, não viajará ao Paquistão neste momento, de acordo com a porta-voz.

Em paralelo, nesta sexta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, anunciou uma viagem que inclui visitas a Islamabad, assim como Mascate, no Omã, e Moscou, na Rússia.


Ele não mencionou conversas diretas com representantes americanos. Segundo a agência de notícias iraniana IRNA, o objetivo é realizar consultas bilaterais e discutir os desdobramentos recentes na região, além da guerra do Irã contra os Estados Unidos e Israel.

Questionada pela CNN se isso significava que os EUA haviam recebido a “proposta unificada” que o presidente Donald Trump busca do Irã, Leavitt não respondeu.

“Esperamos que haja progresso e que esta reunião traga resultados positivos, e veremos”, disse ela.

Na terça-feira, Trump prorrogou por tempo indeterminado o cessar-fogo com Teerã para dar mais tempo às negociações de paz, em meio às indefinições em torno do Estreito de Ormuz. Na quarta-feira, o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que um cessar-fogo total só faz sentido se os Estados Unidos encerrarem o bloqueio naval aos portos iranianos, citando uma “violação flagrante” à própria trégua anunciada pelo presidente dos EUA.

A nova rodada de conversas segue indefinições em torno das negociações. Ao longo da semana, a TV estatal iraniana afirmou que não havia decisão final sobre participação do país nas tratativas com os EUA.

De acordo com o portal de notícias Axios, o motivo por trás da protelação iraniana seria um racha interno. A Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico do regime, teria feito pressão sobre os negociadores para que adotem uma postura mais firme e insistam que não pode haver diplomacia enquanto os Estados Unidos mantiverem o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos enviaram recentemente uma proposta por escrito aos iranianos com o objetivo de estabelecer uma base que possa nortear negociações mais detalhadas. O documento abrange diversas questões, mas os principais pontos de atrito são os mesmos que têm atormentado os negociadores há mais de uma década: o alcance do programa de enriquecimento de urânio do Irã e o destino de seu estoque de urânio enriquecido.

Não está claro o que exatamente Washington propôs ou o que Trump estaria disposto a aceitar. Em relação ao urânio, a posição americana tem variado desde exigir que o Irã abandone completamente o enriquecimento até permitir um programa civil limitado sob estrita supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão de fiscalização das Nações Unidas, juntamente com o fechamento das instalações nucleares subterrâneas iranianas.

Quanto ao estoque, também há uma ampla gama de opções, incluindo se o Irã deve entregar seu urânio enriquecido diretamente aos Estados Unidos ou transferi-lo para um terceiro país.

O que os Estados Unidos poderiam oferecer em troca é, da mesma forma, uma incógnita. O Irã possui centenas de bilhões de dólares congelados em bancos estrangeiros sob sanções americanas, e autoridades do governo Trump debatem se a liberação de parte desses fundos poderia estar em um acordo final. Pode ser que Washington e seus aliados do Golfo, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, permitam ainda uma integração mais ampla do Irã à economia.






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