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Israel defende continuação dos ataques no Líbano

 

Ministério das Relações Exteriores criticou governo libanês e disse que precisa manter operações contra o Hezbollah





O Ministério das Relações Exteriores de Israel defendeu os ataques contra alvos no Líbano e criticou o governo libanês por não desarmar o Hezbollah.

"O presidente e o primeiro-ministro do Líbano não têm vergonha de atacar Israel por fazer o que deveriam ter feito: atacar o Hezbollah", disse a pasta em uma publicação no X.

O ministério acrescentou que, após milhares de ataques contra Israel, a liderança libanesa não ofereceu "nenhum pedido de desculpas – e, ao contrário, apresentou exigências".


"Eles não desarmaram o Hezbollah. Eles não impediram e não impedem que o grupo atire contra Israel. Mentiram quando afirmaram ter desmilitarizado a área até Litani. Agora, nós é que devemos fazer isso por eles", adicionou o texto.

Nesta quarta-feira (8), Israel lançou uma série de ataques contra o Líbano, incluindo alguns dos mais extensos em Beirute em décadas.


As Forças de Defesa israelenses afirmaram que atacaram mais de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã. Desde o início da guerra, o Hezbollah lançou centenas de foguetes contra Israel, por vezes mais de 500 num único dia.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que está mediando as negociações entre o Irã e os EUA, afirmou nesta quarta que o cessar-fogo incluía o Líbano, embora Israel tenha negado essa possibilidade.

EUA e Israel, por sua vez, negaram que o cessar-fogo incluía o fim dos ataques no Líbano.


Ataques de Israel no Líbano "não estão incluídos" no cessar-fogo, diz Trump

Em entrvista ao programa PBS News Hour, o presidente americno afirmou que ações israelenses são um conflito à parte do acordo de duas semanas com o Irã



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ,descreveu nesta quarta-feira (8) os contínuos ataques israelenses ao Líbano como um "conflito separado" com o grupo radical Hezbollah que "não estava incluído" no acordo de cessar-fogo de duas semanas firmado com o Irã.

"Sim, eles não estavam incluídos no acordo", disse Trump ao programa PBS News Hour em um telefonema esta manhã. "Por causa do Hezbollah. Eles não estavam incluídos no acordo. Isso também será resolvido. Está tudo bem."

Um alto funcionário da Casa Branca disse à noticias sem censura na terça-feira (7) que Israel concordou em suspender sua campanha de bombardeios enquanto as negociações continuam, mas Trump pareceu aceitar que Israel continuaria atacando o Líbano nesse período.


Centenas de pessoas morreram ou ficaram feridas após bombardeios israelenses no Líbano nesta quarta-feira (8), segundo o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine.

Os ataques atingiram diferentes áreas de Beirute, incluindo uma região próxima ao calçadão à beira-mar. Imagens mostram prédios danificados e fumaça intensa, enquanto ambulâncias circulam continuamente pela cidade.

De acordo com o Ministério da Saúde libanês, mais de 1.500 pessoas já morreram e cerca de 4.800 ficaram feridas desde o início do conflito, números divulgados antes da ofensiva mais recente.

O Exército de Israel classificou a ação como a maior operação coordenada no país até agora. Segundo os militares, mais de 100 alvos ligados ao Hezbollah foram atingidos em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do território.

Em comunicado, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que centenas de integrantes do grupo apoiado pelo Irã foram atingidos. Ele descreveu a ofensiva como o maior golpe contra a organização desde setembro de 2024, quando uma ação israelense provocou a explosão de milhares de dispositivos usados por seus membros.


Itamaraty condena ataques de Israel contra o Líbano e pede suspensão das ofensivas militares

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores destacou que os bombardeios ‘visaram extensas áreas’ e deixaram um ‘saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos’


O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou os ataques israelenses contra o Líbano realizados nesta quarta-feira, 8. O bombardeio começou horas depois de Estados Unidos e Irã anunciarem, na terça-feira, 7, um cessar-fogo de duas semanas do conflito.


Em nota divulgada no final da tarde desta quarta, o Itamaraty destacou que os bombardeios “visaram extensas áreas” e deixaram um “saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos”, citando dados da Defesa Civil libanesa.





“A intensificação dessa ofensiva ocorre na sequência do anúncio, na última noite, de cessar-fogo no conflito armado no Oriente Médio e ameaça envolver a região em nova escalada de violência e instabilidade”, disse o governo brasileiro.


Mais cedo, governo Luiz Inácio Lula da Silva já tinha defendido que a trégua na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã se estendesse a operações no Líbano, onde se concentra o grupo radical xiita Hezbollah, milícia armada apoiada pelo Irã e alvo dos bombardeios israelenses.


Neste novo anúncio, o governo brasileiro defendeu o compromisso “com a soberania” e com “a integridade territorial do Líbano”, e pediu à Israel para suspender “imediatamente” as ações militares e retirar todas as forças do território libanês.


“Exorta, ainda, as partes envolvidas a cumprirem integralmente os termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, acrescentou a nota. A Resolução 1701 foi aprovada em 2006, há vinte anos, com o objetivo da resolução de por fim à violência entre o Hezbollah e Israel.


Após os ataques de Israel, o Irã afirmou ter voltado a fechar o Estreito de Ormuz, cuja abertura era uma das condições impostas pelos americanos para o cessar-fogo.


Bombardeios deixaram mais de 250 mortos no Líbano

O serviço de defesa civil do Líbano informou que 254 pessoas foram mortas nos ataques de Israel em todo o país realizados nesta quarta-feira, 8. A quantidade de óbitos faz do dia o mais letal de todo o conflito no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro.


O maior número de vítimas foi registrado na capital, Beirute, onde ataques israelenses mataram 91 pessoas, informou a defesa civil local por meio de comunicado.


Antes dos ataques, Israel chegou a pediu que civis evacuassem diversos bairros no sul da capital libanesa, considerado reduto do Hezbollah. Os bombardeios israelenses sobre a cidade continuaram até o início da noite, e um prédio em um bairro densamente povoado na zona oeste foi atingido na intensa onda de ataques.


O ofensiva aconteceu mesmo após o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito, afirmar que a trégua entre os Estados Unidos e o Irã era válido para todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano.


O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, porém, se posicionou contrário à declaração e alegou que o cessar-fogo com o Irã não incluía a guerra contra o movimento Hezbollah. “A batalha continua no Líbano, e o cessar-fogo não os inclui”, publicou o porta-voz do exército israelense, Coronel Avichay Adraee, no X.


Em entrevista ao PBS News Hour nesta quarta, presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi na mesma linha dos aliados israelenses e também afirmou que o Líbano não foi incluído no acordo de cessar-fogo.


Em comunicado, o Hezbollah condenou o que chamou de “agressão bárbara” de Israel e afirmou que os ataques reforçam seu “direito natural e legal de resistir à ocupação e responder”.


O deputado sênior do Hezbollah, Ibrahim al-Moussawi disse à Reuters que o grupo pró-Irã foi informado de que isso fazia parte do cessar-fogo – então nós o cumprimos, mas Israel, como de costume, o violou e cometeu massacres por todo o Líbano”, disse.


Outro parlamentar, Hassan Fadlallah, disse à agência que os ataques israelenses eram “uma grave violação do cessar-fogo” e que haveria “repercussões para todo o acordo” se eles continuassem./COM AFP




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