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Prefeitura de Limeira irá processar Governo Federal por ponte de rope jump

 

Vítima morreu após ser lançada sem corda de "rope jump", neste sábado (13), em Limeira, interior de São Paul




A Prefeitura de Limeira informou, na tarde deste sábado (13), que irá processar o Governo Federal na Justiça "diante da omissão sobre a Ponte do Esqueleto", após morte de jovem no local.

Na manhã deste sábado, uma mulher de 24 anos morreu, enquanto praticava uma atividade de "rope jump" na Trilha da Ponte do Esqueleto.

A empresa que realiza o esporte não colocou a corda que deveria segurar a jovem, que foi lançada de uma grande altura.


Em nota, a Prefeitura alega que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte é exclusivamente do Governo Federal.

A administração municipal ainda explicou que, desde 2025, já havia encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança.

Essas medidas foram realizadas junto com a vereadora Bruna Magalhães, que chegou a acampar uma noite na ponte como forma de protesto.

Mas, de acordo com a Prefeitura, nenhuma providência concreta foi adotada.

Após a morte da jovem, neste sábado, a administração anunciou o processo judicial, afirmando que se tornou "insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão".


Veja vídeo:







Pessoas que estavam no local filmaram a queda. No vídeo, é possível vê-las gritando ao ver que jovem foi lançada sem corda. 

A Polícia Militar atendeu a ocorrência e informou que, segundo as informações preliminares, a vítima participava da atividade acompanhada por instrutores.

Pessoas no local teriam realizado manobras de RCP até a chegada da equipe do SAMU. Mas o óbito foi constatado no local por politraumatismo. A ocorrência permanece em andamento.



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Horas após a morte trágica de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, a prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, anunciou que processará o governo federal por omissão quanto ao uso indevido da Ponte do Esqueleto, que fica entre a cidade e Cordeirópolis e é foco de esportes radicais.

O comunicado do prefeito Murilo Félix (Podemos) afirma que o município tem cobrado o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos sem sucesso desde 2025 e que a morte de Maria Eduarda torna “insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.

A ponte em questão foi construída para uma ferrovia que nunca operou de fato. Abandonada há décadas, pertencia à Rede Ferroviária Federal S.A. e hoje passa pelo processo de integração ao patrimônio da União.

Maria Eduarda não é a primeira pessoa a morrer por ali. Em 2024, um ciclista também foi vítima de acidente na ponte, o que provocou o Ministério a a solicitar o bloqueio do acesso e a sinalização de perigo. Ainda assim, o espaço voltou a ser utilizado.


Como a tragédia aconteceu

Maria Eduarda, de apenas 21 anos, foi lançada de uma altura de 40 metros durante salto de rope jump sem estar presa a qualquer corda de segurança, como mostra um vídeo que circula pelas redes sociais.

Ela chegou a receber os primeiros socorros de pessoas presentes na trilha. O Samu foi acionado e constatou o óbito dela no local. Ao chegar à Ponte do Esqueleto, após a tragédia, o noivo da mulher passou mal e precisou ser socorrido.

Ao todo, seis pessoas foram presas — duas das quais fugiram da cena e foram encontradas pouco depois pela Polícia Militar, com ajuda do helicóptero Águia. Três dos detidos foram liberados posteriormente. Os outros, de 47, 32 e 27 anos, serão investigados por homicídio com dolo eventual, quando não há intenção de matar, mas consciência do risco. Um deles é bombeiro civil, enquanto os demais ajudavam nos preparativos para o salto. Suas identidades não foram divulgadas até o momento.





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