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Milei chega a 100 dias de governo na Argentina; veja as boas e más notícias

 

Presidente argentino chegou ao poder em dezembro passado, prometendo uma revolução ultraliberal


O presidente da Argentina Javier Milei completa 100 dias de governo nesta terça-feira, 19. Embora em termos econômicos o país tenha apresentado melhora, com dois superávit consecutivos após anos de déficits regulares, os argentinos ainda vivem uma das piores crises de sua história, com inflação muito alta e parte da população vivendo na pobreza.


Milei chegou ao poder em dezembro passado, prometendo uma revolução ultraliberal. Em três meses de gestão, é possível identificar algumas boas e más notícias. Se por um lado a inflação dá sinais de enfraquecimento graças a um duro ajuste fiscal, por outro, esse ajuste provocou o aumento da pobreza e afetou o setor de consumo.

No âmbito político, as primeiras medidas do presidente conseguiram minimamente balancear as contas públicas em apenas três meses de gestão, recuperando certa credibilidade à nação e também aumentando sua popularidade. No entanto, o libertário vive uma guerra com sua própria base de apoio, ameaçando sua governabilidade.

Apesar dos avanços na economia, no front da violência urbana, no entanto, a piora da criminalidade abriu um novo flanco de problemas para Milei resolver. Nas últimas semanas, a cidade de Rosário tem vivido uma escalada sem precedentes de violência, com criminosos matando pessoas aleatoriamente nas ruas e toques de recolher espontâneos.

Entra também no rol de más notícias desses primeiros meses a tensão social que vive a Argentina, alimentada por demissões, aumentos de preços e aumentos nas tarifas dos serviços públicos devido à remoção de subsídios.

Quando assumiu o governo, Milei disse que herdou um país em estado catastrófico. "Que fique claro: nenhum governo recebeu uma situação pior do que estamos recebendo", justificou.


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