Presidente argentino chegou ao poder em dezembro passado, prometendo uma revolução ultraliberal
No âmbito político, as primeiras medidas do presidente conseguiram minimamente balancear as contas públicas em apenas três meses de gestão, recuperando certa credibilidade à nação e também aumentando sua popularidade. No entanto, o libertário vive uma guerra com sua própria base de apoio, ameaçando sua governabilidade.
Apesar dos avanços na economia, no front da violência urbana, no entanto, a piora da criminalidade abriu um novo flanco de problemas para Milei resolver. Nas últimas semanas, a cidade de Rosário tem vivido uma escalada sem precedentes de violência, com criminosos matando pessoas aleatoriamente nas ruas e toques de recolher espontâneos.
Entra também no rol de más notícias desses primeiros meses a tensão social que vive a Argentina, alimentada por demissões, aumentos de preços e aumentos nas tarifas dos serviços públicos devido à remoção de subsídios.
Quando assumiu o governo, Milei disse que herdou um país em estado catastrófico. "Que fique claro: nenhum governo recebeu uma situação pior do que estamos recebendo", justificou.
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