A oposição denunciou que Machado foi detida após sair de um protesto em Caracas. Além disso, afirmaram que foram feitos disparos contra ela.
“Às forças de segurança que a sequestraram eu digo: não brinquem com fogo”, comentou González. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha publicou uma nota oficial, destacando: “A integridade física e a liberdade de expressão e manifestação de todos, especialmente dos líderes políticos da oposição, devem ser protegidas e salvaguardadas”.
Líderes internacionais também reagiram às notícias da prisão da opositora de Maduro.
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, pediu a “plena liberdade” de Machado e sua integridade, chamando ainda o governo da Venezuela de “regime ditatorial”.
Maurício Macri, ex-presidente da Argentina, afirmou: “María Corina, não vamos abandonar você. A Venezuela será livre!”
Protestos em Caracas
Grupos de manifestantes se reuniram em Caracas, capital da Venezuela, nesta quinta-feira (9), véspera da posse de Nicolás Maduro.
Em várias partes da cidade multidões de apoiadores da oposição pediram “liberdade”. Os apoiadores também foram vistos segurando cartazes de “González Presidente” e usando vuvuzelas.
Enquanto isso, no maior bairro da Venezuela, Petare, os apoiadores de Maduro também se reuniram no que eles chamam de “marcha pela paz e alegria”.
Entenda a crise na Venezuela
A oposição venezuelana e a maioria da comunidade internacional não reconhecem os resultados oficiais das eleições presidenciais de 28 de julho, anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, que dão vitória a Nicolás Maduro com mais de 50% dos votos.
Os resultados do CNE nunca foram corroborados com a divulgação das atas eleitorais que detalham a quantidade de votos por mesa de votação.
A oposição, por sua vez, publicou as atas que diz ter recebido dos seus fiscais partidários e que dariam a vitória por quase 70% dos votos para o ex-diplomata Edmundo González, aliado de María Corina Machado, líder opositora que foi impedida de se candidatar.
O chavismo afirma que 80% dos documentos divulgados pela oposição são falsificados. Os aliados de Maduro, no entanto, não mostram nenhuma ata eleitoral.
O Ministério Público da Venezuela, por sua vez, iniciou uma investigação contra González pela publicação das atas, alegando usurpação de funções do poder eleitoral.
O opositor foi intimado três vezes a prestar depoimento sobre a publicação das atas e acabou se asilando na Espanha no início de setembro, após ter um mandado de prisão emitido contra ele.
Diversos opositores foram presos desde o início do processo eleitoral na Venezuela. Somente depois do pleito de 28 de julho, pelo menos 2.400 pessoas foram presas e 24 morreram, segundo organizações de Direitos Humanos.
Nesta quinta-feira (9), Edmundo González, candidato presidencial que afirma ser o legítimo vencedor das últimas eleições na Venezuela, exigiu a libertação imediata de María Corina Machado.
A denúncia foi feita após a líder opositora ter sido detida enquanto saía de um protesto em Caracas. Testemunhas relatam que houve disparos direcionados à sua comitiva durante o incidente, gerando grande preocupação sobre sua segurança e integridade física.
González enviou um duro recado às forças de segurança envolvidas:
"Às forças de segurança que a sequestraram eu digo: não brinquem com fogo."
A oposição venezuelana intensifica suas críticas ao regime de Nicolás Maduro, acusando-o de usar a repressão para silenciar vozes dissidentes.
A situação está gerando ampla repercussão internacional, com organizações de direitos humanos cobrando esclarecimentos e medidas urgentes.
Seguiremos acompanhando o desenrolar dos acontecimentos.
📢 Você acredita que a comunidade internacional deveria intervir neste caso? Comente sua opinião.

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