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Trump diz que não há problema em enviar tropas de paz europeias para Ucrânia

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que não vê problema no envio de tropas europeias para a Ucrânia para atuarem como tropas de paz



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que não vê problema no envio de tropas europeias para a Ucrânia para atuarem como tropas de paz.



Trump, que disse já ter conversado por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou ainda que "Putin aceitará" a permanência dessas tropas em território ucraniano. O presidente americano deu as declarações ao lado do francês Emmanuel Macron, a quem recebeu para uma reunião na Casa Branca.


Ao longo da guerra da Ucrânia, que completou três anos nesta segunda, Putin disse diversas vezes que consideraria a presença de tropas do Ocidente na Ucrânia como uma declaração de guerra direta.


Neste caso, no entanto, as tropas europeias não lutariam ao lado de soldados de Kiev, mas seriam enviadas para manter a paz no país após um eventual fim da guerra. A intenção de não colocar soldados europeus no front, mas apenas como garantia para o encerramento dos combates, foi confirmada por Macron


A declaração de Trump é feita dias após o presidente americano ter direcionado declarações ríspidas ao líder ucraniano, Volodymyr Zelensky. Na última quarta (19), Trump chamou Zelensky de "comediante modestamente bem-sucedido" e "ditador", além de fazer ameaças diretas.


Dois dias depois, ele afirmou que a presença de Zelensky na mesa de negociações não era muito importante: "Ele está lá há três anos. Ele faz com que seja muito difícil fechar acordos", afirmou, em uma entrevista.


Zelensky, por sua vez, acusou Trump de exigir US$ 500 bilhões em riquezas da Ucrânia em troca de apoio dos Estados Unidos. O presidente ucraniano afirmou ainda que não poderia vender o próprio país.


Representantes dos EUA e da Rússia chegaram a se reunir na Arábia Saudita para negociar o fim do conflito sem a presença de nenhuma autoridade ucraniana.


Reunião de emergência


No último dia 17, líderes europeus já haviam afirmado estar prontos para enviar tropas de paz para a Ucrânia após a assinatura de um acordo de paz entre Moscou e Kiev. O continente demonstrou preocupação com a aproximação entre Donald Trump e Vladimir Putin.

Os europeus defenderam aumentar o gasto militar para se proteger da ameaça expansionista da Rússia, após uma reunião de emergência realizada em Paris.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse estar "pronto e disposto" a enviar tropas britânicas para a Ucrânia como parte de um possível acordo de paz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, surpreendeu os aliados europeus na Otan (aliança militar ocidental criada na Guerra Fria para frear a União Soviética) e na Ucrânia no início do mês passada quando anunciou que havia mantido uma ligação com Vladimir Putin sem consultá-los e que iniciaria um processo de paz.

No domingo (23), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse estar disposto deixar o governo de seu país em troca de um fim da guerra na Ucrânia.

Zelensky também condicionou uma eventual saída do cargo à entrada da Ucrânia na Otan. Disse ainda que está disposto a uma saída imediata do cargo e que "não planejo estar no poder por décadas"

Trump diz que Putin aceitou forças de paz como parte do acordo


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (24) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, aceita a ideia da Europa enviar forças de paz para a Ucrânia como parte de um acordo de cessar-fogo. O presidente da França, Emmanuel Macron, também afirmou que a Europa está pronta para ajudar.

Trump e Macron esboçaram esforços para negociar o fim da guerra na Ucrânia em conversas no Salão Oval depois de participarem de uma videoconferência com outros líderes do G7 para marcar o terceiro aniversário do início da guerra na Ucrânia.


“Sim, ele aceitará isso”, disse Trump sobre a aceitação de Putin de uma força de paz. “Eu perguntei especificamente a ele essa pergunta. Ele não tem problema com isso.”


Macron, o primeiro líder europeu a visitar Trump desde que ele retomou o poder há um mês, disse que a Europa tem um papel a desempenhar no fornecimento de garantias de segurança. Ele disse que primeiro uma trégua precisa ser negociada e, em seguida, um acordo de paz apoiado por tais garantias.


“Estamos prontos e dispostos a fornecer essas garantias de segurança, que talvez incluam tropas, mas elas estariam lá para manter a paz”, disse Macron a repórteres.


“Eles não estariam na linha de frente. Eles não fariam parte de nenhum conflito. Eles estariam lá para garantir que a paz seja respeitada”, acrescentou ele.

Trump disse que os Estados Unidos estão “muito próximos” de um acordo de minerais com a Ucrânia e que ele pode se encontrar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no final desta semana ou na próxima para selar o acordo.

“Ele pode vir nesta semana ou na próxima para assinar o acordo, o que seria bom”, disse Trump sobre Zelensky. Ele disse que também se encontraria com Putin em algum momento.


Trump e sua equipe têm negociado um acordo de compartilhamento de receita de minerais com a Ucrânia para recuperar parte do dinheiro que o governo Biden anterior havia enviado a Kiev na forma de armas para repelir a Rússia.


Zelensky rejeitou na semana passada as exigências dos EUA por US$ 500 bilhões em riqueza mineral da Ucrânia para pagar Washington pela ajuda em tempo de guerra, dizendo que os Estados Unidos não forneceram nem perto dessa quantia até agora e não ofereceram garantias de segurança específicas no acordo.


Questionado se a Ucrânia deveria estar disposta a ceder território à Rússia como parte de um fim negociado para a guerra, Trump disse: “Bem, vamos ver” e observou que as negociações estavam apenas começando.


O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, deve visitar Trump no final da semana, em meio ao alarme na Europa sobre a postura endurecida de Trump em relação à Ucrânia e às propostas a Moscou sobre o conflito.


Macron e Starmer devem tentar convencer Trump a não se apressar para um acordo de cessar-fogo com o presidente russo Vladimir Putin a qualquer custo, manter a Europa envolvida e discutir garantias militares para a Ucrânia.


Macron está tentando capitalizar um relacionamento com Trump construído durante seus primeiros mandatos presidenciais. Ele disse que concordar com um acordo ruim equivaleria a uma capitulação da Ucrânia e sinalizaria fraqueza aos inimigos dos Estados Unidos, incluindo China e Irã

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