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União Brasil dá 24h para filiados deixarem governo Lula

 Resolução determina saída de todos os filiados em cargos federais para “preservar independência partidária”; Celso Sabino (Turismo) deve deixar ministério




União Brasil determinou nesta 5ª feira (18.set.2025) que todos os filiados com cargos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem deixar suas posições em até 24 horas. O partido informou que os integrantes que não cumprirem a medida poderão enfrentar processo de expulsão.

A decisão se aplica a cargos do alto escalão, como ministérios, e também a autarquias, fundações e empresas públicas. Com isso, o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA), deve deixar a Esplanada. Também são indicações da legenda:

  • Frederico Siqueira, ministro das Comunicações – sem partido, foi alçado ao cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP);
  • Waldez Góes, ministro do Desenvolvimento Regional – filiado ao PDT, foi também indicado por Alcolumbre.

“Todos os filiados do União Brasil […] requeiram a sua imediata exoneração dos cargos públicos de livre nomeação e exoneração e/ou funções de confiança eventualmente ocupados no âmbito da Administração Pública Federal Direta (ministérios) ou Indireta (autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista)”, diz o documento. 

Segundo a resolução, assinada pelo presidente Antonio de Rueda, a decisão foi tomada “considerando a necessidade de preservar a independência partidária e a coerência política do União Brasil”. Também afirma que a medida visa a “garantir o alinhamento das ações dos filiados com as diretrizes partidárias”.

A resolução entra em vigor na mesma data de sua publicação. Qualquer integrante do União Brasil poderá relatar casos de descumprimento para aplicação de sanções cabíveis.

SAÍDA DO GOVERNO LULA


A federação União Progressista, que reúne o União Brasil e o PP, determinou que todos os seus filiados deixem cargos no governo em 2 de setembro, mas não havia exatidão de até quando poderiam ser feitas as renúncias.

Juntas as siglas representam a maior força no Congresso, com 109 deputados e 14 senadores, além de controlar 4 ministérios, contando também com André Fufuca (PP) no comando do Esporte.

Na época do anúncio do desembarque, o Poder360 apurou a existência de um desconforto entre Sabino e Fufuca. Eles consideram haver tratamento desigual quanto aos cargos ocupados pelos partidos no 1º escalão do governo.

Na visão dos ministros, se as siglas deixarão o Executivo, devem também abrir mão de outras posições estratégicas –como comunicou nesta 5ª feira (18.set) o União Brasil. Outro ponto sensível envolve as indicações da “cota pessoal” de Alcolumbre, como Frederico Siqueira e Waldez Góes.

Embora administrem orçamentos entre os menores da Esplanada, a visibilidade proporcionada pelo Turismo e pelo Esporte é considerada importante para as carreiras políticas de Sabino e Fufuca no Pará e no Maranhão.

Celso Sabino tem participado ativamente das negociações relacionadas às obras de infraestrutura para a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025), evento que será realizado em Belém em novembro. Segundo apurou este jornal digital, mesmo fora do governo, ele participaria do evento como congressista paraense, mas preferiria fazê-lo na condição de ministro.

Na avaliação do governo, não há motivo para obrigar o ministro a sair do cargo com a saída dos partidos da base de apoio.


União Brasil determina exoneração de filiados em cargos federais




Partido já havia anunciado afastamento da base do governo Lula


O União Brasil deu prazo de 24 horas para que filiados peçam exoneração de cargos ou funções comissionadas no governo federal.

A determinação consta de uma resolução aprovada pela executiva nacional do partido, divulgada na tarde desta quinta-feira (18). O movimento reforça o afastamento da legenda da base de apoio da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o que já havia sido anunciado no início do mês , juntamente com o Progressistas, partido que compõe uma federação com o União Brasil.

Na ocasião, a exigência de exoneração abrangia apenas os "detentores de mandato" em cargos, o que impactaria, em tese, a permanência dos ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e do Esporte, André Fufuca (PP-MA). Ambos são deputados federais, ou seja, detentores de mandatos filiados aos partidos da federação. Até o momento, eles seguem nos cargos.

"Esse posicionamento, aliás, foi hoje [18] unanimemente reforçado pela aprovação da resolução que determina aos filiados do União Brasil o desligamento, em até 24 horas, dos cargos públicos de livre nomeação na Administração Pública Federal direta ou indireta, sob pena de prática de ato de infidelidade partidária", diz a nota oficial do partido.

Na mesma nota, o União Brasil manifesta solidariedade ao presidente do partido Antonio Rueda, em meio a publicação de reportagem que aponta suposto envolvimento do político com empresa de táxi aéreo que prestava serviço para pessoas investigadas por lavagem de dinheiro e envolvimento com o crime organizado. A matéria foi publicada pelo portal UOL e o site ICL Notícias.

"União Brasil, por meio de sua Executiva Nacional e de suas Lideranças na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, manifesta irrestrita solidariedade ao Presidente Antonio Rueda, diante de notícias infundadas, prematuras e superficiais que tentam atingir a honra e a imagem do nosso principal dirigente", diz a nota.

O texto prossegue em uma crítica indireta ao governo federal sobre eventual investigação contra Rueda.

"Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no Governo Federal movimento legítimo, democrático e amplamente debatido nas instâncias partidárias. Tal 'coincidência' reforça a percepção de uso político da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança e, por consequência, enfraquecer a independência de um partido que adotou posição contrária ao atual governo".

A nota é assinada pelo vice-presidente Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, os líderes na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes, e no Senado Federal, Efraim Filho, além de quatro governadores do partido, que fazem oposição ao governo federal: Mauro Mendes (Mato Grosso), Ronaldo Caiado (Goiás), Wilson Lima (Amazonas) e Marcos Rocha (Rondônia).


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