Segundo o Departamento de Justiça, advogados trabalham para revisar o material antes da divulgação
Segundo informações do departamento, advogados estão trabalhando para revisar os documentos e proteger as vítimas.
O anúncio surge após uma semana de divulgações de documentos relacionados ao caso, conforme exigido por uma nova lei de transparência aprovada pelo Congresso americano em novembro.
O departamento já vinha sendo criticado por não divulgar todas as informações anteriormente, embora as autoridades insistissem que precisavam de tempo para redigir informações para atenuar possíveis preocupações legais
Lote de provas do FBI contra Epstein
Os documentos recentemente divulgados em 19 de dezembro revelaram que os procuradores federais coletaram provas em 2020 de que Trump voou no avião particular de Epstein várias vezes na década de 1990, e que o Departamento de Justiça intimou o clube Mar-a-Lago de Trump antes do julgamento de Ghislaine Maxwell, namorada de do ex-financista, em 2021.
No entanto, o presidente americano nunca foi acusado por nenhuma agência policial de envolvimento em qualquer crime de Epstein e nega qualquer irregularidade.
Outros documentos divulgados na semana passada revelaram fotos inéditas do ex-presidente Bill Clinton com Epstein, nadando em uma piscina com Maxwell e sentado em uma banheira de hidromassagem com uma mulher cujo rosto foi ocultado.
Clinton também nunca foi acusado pelas autoridades de qualquer envolvimento nos crimes de Epstein.
Em resposta às revelações, o porta-voz de Clinton, Angel Ureña, disse: “Há dois tipos de pessoas aqui. O primeiro grupo não sabia de nada e cortou relações com Epstein antes que seus crimes viessem à tona. O segundo grupo continuou a ter contato com ele depois. Nós estamos no primeiro grupo.”
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Em carta a agressor sexual, Epstein disse que Trump 'compartilha nosso amor por garotas jovens', diz jornal
Documento era destinado a Larry Nassar, foi escrita na prisão e não consta mais no site do governo americano. Departamento de Justiça disse que os arquivos de Epstein têm acusações 'falsas e sensacionalistas' contra o presidente dos EUA.
Em uma carta escrita na prisão, o bilionário Jeffrey Epstein escreveu a um outro agressor sexual preso que o presidente dos EUA, Donald Trump, "também compartilha nosso amor por garotas jovens e núbeis".
As informações são do jornal "The Wall Street Journal", publicadas nesta terça-feira (23). Segundo o veículo, uma cópia da carta escrita a mão e destinada a Larry Nassar estava em um lote de documentos relacionados a Epstein divulgado na segunda (22). O documento, porém, foi retirado poucas horas depois de ir ao ar.
O termo "núbil" costuma se referir a adolescentes cuja lei de uma sociedade considera estarem aptas a se casar. Ele pode também ser usado, de forma menos usual, como sinônimo de "atraente".
O Departamento de Justiça dos EUA afirmou nesta terça-feira (23) que há "acusações falsas e sensacionalistas" contra o presidente Donald Trump na nova remessa de documentos de arquivos do caso Epstein divulgada no início do dia.
O órgão do governo Trump, no entanto, não especificou quais acusações falsas seriam essas e quais menções ao presidente dos EUA nos documentos seriam verdadeiras.
Segundo o Departamento de Justiça, alguns dos documentos foram retirados para que trechos identificando vítimas sejam censurados para evitar a exposição delas.
"Alguns desses documentos contêm afirmações falsas e sensacionalistas feitas contra o presidente Trump que foram enviadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020. Para deixar claro: essas alegações são infundadas e falsas e, se tivessem qualquer credibilidade, certamente já teriam sido usadas contra o presidente Trump", afirmou o Departamento de Justiça em comunicado.
A carta divulgada pelo "WSJ" teria sido escrita em 2019, no mesmo ano em que Epstein foi encontrado morto dentro da cela em que estava em uma prisão de Nova York. O caso foi considerado suicídio.
Nassar foi médico da equipe feminina de ginástica artística até ser detido, em 2016, acusado de abusar ao menos 265 atletas ao longo de 22 anos de carreira. Ele confessou crimes em juízo e foi condenado a 140 anos de prisão, que ele cumpre em uma penitenciária na Pensilvânia.
Bilionário condenado
O bilionário Jeffrey Epstein, que mantinha proximidade com políticos e famosos, foi condenado por abusar de menores e operar uma rede de exploração sexual. Segundo o Departamento de Justiça americano, que responde à Casa Branca, mais de 30 mil novos documentos sobre as investigações contra o Epstein foram divulgadas nesta terça.
Os novos arquivos contêm mais fotos, áudios, registros judiciais, documentos do FBI e centenas de vídeos, incluindo imagens de vigilância de agosto de 2019, quando o criminoso sexual Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela.
Os documentos desta terça foram divulgados dias após a primeira remessa, na sexta-feira (19), ter mostrado fotos de celebridades, menções ao Brasil e muitas páginas censuradas. (Veja mais abaixo)
O prazo para a publicação de todos os documentos relativos ao caso Epstein expirou na última sexta-feira. Nos últimos dias, o Departamento de Justiça americano foi acusado de reter informações e criticado pela oposição democrata pela lentidão na divulgação, além da censura de documentos.
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