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Tarcísio critica superlotação no pré-Carnaval de São Paulo

 Governador diz que “não dá para ter 1,5 milhão na Consolação” e relata atuação conjunta com a prefeitura e a Polícia Militar




O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta 2ª feira (9.fev.2026) em entrevista à GloboNews que “não dá para ter 1,5 milhão de pessoas na [rua] Consolação” .

A declaração foi feita no dia seguinte aos tumultos no centro da capital durante eventos de pré-Carnaval. No domingo (8.fev.2026), o desfile do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta foi realizado ao mesmo tempo que o show do DJ Calvin Harris na mesma região, causando uma aglomeração acima do esperado.


A superlotação levou a Prefeitura a bloquear acessos e acionar um plano de contingência. Segundo Tarcísio, houve articulação com o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e atuação da Polícia Militar para remover grades, interromper vias e liberar ruas transversais.

Durante a confusão, foliões passaram mal e pediram ajuda. Algumas pessoas escalaram grades e acessaram áreas de imóveis próximos para sair da aglomeração, incluindo a área externa da Escola Paulista de Magistratura.

O Acadêmicos do Baixo Augusta divulgou a estimativa de 1,5 milhão de participantes, sem informar a metodologia usada. O bloco atrasou a saída em mais de 1 hora e criticou a organização dos eventos.


Prefeitura de SP abriu exceção para bloco que teve tumulto enquanto vetou outros no pré-carnaval



Regulamento da própria administração municipal previa restrição de novos desfiles do tipo




Após vetar novos blocos pré-carnaval e pós-carnaval, a Prefeitura de São Paulo autorizou a apresentação do Bloco Skol no último domingo, 8. O evento foi marcado por uma superlotação e atraso, com empurra-empurra e tumultos variados. O caso é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). 

No Bloco Skol, que aconteceu na Rua da Consolação, região central da cidade, a apresentação principal foi o DJ Calvin Harris. Também se apresentaram os cantores Nattan, Xand Avião, Felipe Amorim e Zé Vaqueiro. Esse percurso, normalmente, é feito apenas pelas agremiações Acadêmicos do Baixos Augusto no pré-carnaval e pela Pipoca da Rainha no pós-carnaval.

Noticias sem censura questionou a gestão Ricardo Nunes (MDB), que não respondeu aos questionamentos, mas apontou o evento como um “sucesso” sem registro de incidentes graves. Já a Ambev, responsável pelo bloco, não se pronunciou.

A permissão para este novo bloco contradiz o Guia de Regras e Orientações da cidade de São Paulo. O documento diz que “não serão aceitas novas inscrições para os períodos do pré e pós-carnaval em nenhuma região da cidade”, conforme veiculado em setembro pela SPTuris.

Novos blocos são aceitos apenas de 14 a 17 de fevereiro, no período de carnaval, sujeitos a análise da Comissão Especial de Organização do Carnaval de Rua. Desde 2023, restrições para novos desfiles em regiões mais saturadas da capital têm sido feitas pela prefeitura.  

Segundo a Prefeitura, serão 601 blocos na programação oficial, incluindo os quatro dias de carnaval e o fim de semana seguinte. Na soma de todos os dias, a expectativa é que os eventos reúnam 16 milhões de pessoas.

Bloco de pré-carnaval tem tumulto na Rua da Consolação, em São Paulo
Bloco de pré-carnaval tem tumulto na Rua da Consolação, em São Paulo
Foto: Reprodução/X/@webdivonettinho / Estadão

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