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Artemis II: Vídeo mostra nave já no espaço com a Terra ao fundo; veja

 

Nos minutos finais da transmissão, a Terra já não aparece no enquadramento; missão segue em direção à Lua em uma jornada de aproximadamente 10 dias






A Nasa transmite ao vivo a trajetória da missão Artemis II durante a viagem rumo à Lua. As imagens mostram, em tempo real, o deslocamento da cápsula Orion no espaço ao longo da missão.

Um vídeo acelerado da transmissão destaca as principais etapas do percurso. Na primeira parte, é possível observar a nave ainda em órbita da Terra, antes da realização da injeção translunar, manobra que a coloca definitivamente no caminho lunar.

Nos minutos finais da transmissão, a Terra já não aparece no enquadramento. A missão segue em direção à Lua em uma jornada de aproximadamente 10 dias. A missão segue em direção à Lua em uma jornada de aproximadamente 10 dias.

Veja abaixo:







Ignição aprovada

O centro de controle da missão da Nasa informou que o diretor de voo, Jeffrey Radigan, contatou os astronautas, dizendo que a equipe de gerenciamento da missão no Centro Espacial Johnson autorizou a queima de injeção translunar.

A queima está programada para ocorrer às 19h49 (horário do leste dos EUA), 20h49 de Brasília, e deve durar 5 minutos e 49 segundos. Isso significa que a espaçonave Orion foi revisada e considerada pronta para seguir rumo à Lua.

Esta é a última grande ignição dos motores de toda a missão.


A queima de injeção translunar impulsionará a Orion em direção à Lua e a colocará na trajetória de retorno livre que trará a tripulação de volta à Terra para o pouso no mar.

Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e o astronauta da Agência Espacial Canadense, Jeremy Hansen — estão dentro da cápsula Orion.

Toda a cabine da Orion tem 9,35 metros cúbicos de espaço habitável, aproximadamente o tamanho de duas minivans, o que representa quase 60% mais espaço do que o módulo de comando Apollo.


Conheça Rise, o mascote de pelúcia que vai à Lua como parte da tripulação do Artemis II



Mais do que um mascote, brinquedo é indicador de gravidade zero; desenho é de criança de oito anos que ganhou concurso da Nasa







Quando os motores do foguete Artemis II se desligaram cerca de oito minutos após a decolagem na quarta-feira, os observadores puderam procurar por um pequeno brinquedo de pelúcia flutuando na cabine da cápsula tripulada Orion. Isso sinalizou que os tripulantes, após a intensa aceleração para sair da Terra, entraram na fase de gravidade zero do voo.

O brinquedo — ou indicador de gravidade zero, como os entusiastas do espaço gostam de chamar — não é um modelo que você possa comprar. Trata-se de um design personalizado de Lucas Ye, de oito anos, morador de Mountain View, Califórnia, que venceu um concurso patrocinado pela Nasa com milhares de inscritos.


Sua criação é o Rise, uma Lua redonda e sorridente usando um boné de beisebol que mostra metade da superfície da Terra. É uma referência à icônica fotografia “Earthrise” (Nascer da Terra), tirada por William Anders, um dos astronautas da Apollo 8, enquanto a espaçonave orbitava a Lua.

ESTADAO 150 ANOS SUSTENTABILIDADE SCI APOLLO EARTHRISE 124 de dezembro -¬†Hv° 45 anos, os tripulantes da missv£o Apollo 8 fizeram a primeira viagem humana v† Lua. Ao¬†abandonar a v=rbita da Terra, o¬†astronauta William Anders registrou uma imagem que ficaria marcada na histv=ria: 'Nascer da Terra', feita em em 24 de dezembro de 1968, que mostra o planeta surgindo parcialmente na sombra, como um nascer do Sol. A viagem, que fazia parte do Projeto Apollo, teve duravßv£o de seis dias e nv£o levou o homem a pisar na Lua, mas a atingir a v=rbita do satv©lite natural
Foto: Nasa / Divulgaçao
ESTADAO 150 ANOS SUSTENTABILIDADE SCI APOLLO EARTHRISE 124 de dezembro -¬†Hv° 45 anos, os tripulantes da missv£o Apollo 8 fizeram a primeira viagem humana v† Lua. Ao¬†abandonar a v=rbita da Terra, o¬†astronauta William Anders registrou uma imagem que ficaria marcada na histv=ria: 'Nascer da Terra', feita em em 24 de dezembro de 1968, que mostra o planeta surgindo parcialmente na sombra, como um nascer do Sol. A viagem, que fazia parte do Projeto Apollo, teve duravßv£o de seis dias e nv£o levou o homem a pisar na Lua, mas a atingir a v=rbita do satv©lite natural Foto: Nasa / Divulgaçao Foto: Nasa / Divulgaçao

“Esse carinha, o Rise, realmente ressoou conosco”, disse Christina Koch, uma das astronautas da Artemis II, quando a tripulação revelou publicamente Lucas como o vencedor na última sexta-feira.

Assim como a Apollo 8, a Artemis II irá até a Lua e voltará sem pousar.

A simbologia de Rise

O brinquedo inclui outros símbolos: duas naves espaciais, uma representando a Apollo e a outra, a Artemis, além de estrelas no padrão da constelação de Orion (a nave da Artemis é chamada de Orion). Na parte de trás do brinquedo, há uma pegada representando a marca de Neil Armstrong na superfície lunar durante a missão Apollo 11.

Antes do anúncio público, a Nasa enviou um e-mail aos pais de Lucas, Fan Ye e Clara Zhao, com a notícia. Eles começaram a trocar mensagens sobre como fazer uma surpresa para o filho. No entanto, as notificações apareceram em um iPad em casa. O irmão mais velho de Lucas, Oliver, viu as mensagens e prontamente contou a ele.

A reação de Lucas? “Muito, muito, muito, muito, muito, muito surpreso”, disse ele.

Fascínio pelo espaço sideral

Como muitas crianças, Lucas é fascinado pelo espaço sideral. Ele consegue, por exemplo, recitar rapidamente os nomes dos planetas anões no sistema solar externo: “Éris, Plutão — obviamente — e Makemake, e também Sedna e Haumea. Além de várias outras coisas. Existem muito mais planetas anões do que você imagina”.

Cerca de um ano atrás, a mãe de Lucas, procurando atividades para nutrir o interesse do filho, encontrou o anúncio do concurso para o indicador de gravidade zero. “Ele ficou muito empolgado, e foi aí que começamos”, disse Zhao.

A competição estava aberta a pessoas de todas as idades. “Conseguimos atrair um público internacional realmente amplo para participar”, disse Trisha Epp, da Freelancer, a agência que administrou o concurso para a Nasa. “Recebemos milhares de inscrições de, creio eu, mais de 50 países.”

As outras participações de destaque vieram de pessoas na Finlândia, Peru, Kansas e Canadá.

Lucas primeiro teve uma ideia inspirada em Star Wars, envolvendo Grogu (o “Baby Yoda” de The Mandalorian). “Seria um brinquedo do Baby Yoda com um fio preso a um modelo de capacete Mandaloriano”, explicou Lucas. Quando os astronautas atingissem a órbita, o brinquedo e o capacete começariam a flutuar próximos um do outro, “então pareceria que o Baby Yoda estava usando a Força”.

Zhao consultou a Nasa, preocupada que a ideia infringisse direitos de propriedade intelectual. “Eles disseram: ‘Bem, não, você não pode fazer isso’, então tivemos que abandonar essa ideia”, contou ela. Enquanto Lucas buscava novas inspirações, ele se deparou com a foto “Earthrise”, e assim o Rise nasceu.

O concurso exigia apenas que os participantes fizessem o esboço de um design, mas Lucas, com a ajuda de toda a família, montou um protótipo usando uma bola de secagem (dryer ball) para a cabeça do Rise.

Passageiros registram lançamento da Artemis II durante voo comercial



O que é um indicador de gravidade zero

Os indicadores de gravidade zero remontam à primeira vez que um astronauta foi ao espaço. Yuri Gagarin, o cosmonauta soviético que foi à órbita em 1961, levou consigo uma pequena boneca. Só recentemente os astronautas que decolam dos Estados Unidos começaram a adotar essa prática.


Quando a SpaceX estava desenvolvendo sua espaçonave Crew Dragon, seu primeiro voo de demonstração para a Estação Espacial Internacional não tinha pessoas a bordo, mas carregava um brinquedo de pelúcia conhecido como “Little Earth Buddy” (Amiguinho Terra). O segundo voo de demonstração incluiu dois astronautas da Nasa, Bob Behnken e Doug Hurley.

“Bob e eu não somos necessariamente os caras mais sentimentais”, relembrou Hurley esta semana. Mas eles queriam iniciar e dar continuidade a tradições no espaço, e brinquedos flutuantes pareciam ser algo de que as pessoas gostavam. O filho de Hurley, Jack, e o filho de Behnken, Theo, eram entusiastas de dinossauros, por isso levaram o Tremor, um saurópode azul e roxo com brilhos.

“É bom ver que essa tradição vai continuar”, disse Hurley.

Na última sexta-feira, Reid Wiseman, o comandante da missão Artemis II, mostrou um compartimento com zíper na parte inferior do Rise que conteria um microchip com os nomes de mais de 5,6 milhões de pessoas que queriam ser incluídas na missão lunar.

Essa pode não ser a última coisa que Lucas criará para a agência espacial. “Eu gostaria de me tornar um engenheiro na Nasa”, disse ele. “Quando eu crescer, provavelmente estarei projetando uma estação espacial em torno de Marte ou algo assim.”

A convite da Nasa, a família Ye estava na Flórida para assistir ao lançamento (eles, e não os contribuintes americanos, pagaram pela viagem, mas tiveram um local de visualização privilegiado).




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