A resistência antimicrobiana é uma das maiores ameaças à saúde pública do nosso tempo. Ao assegurar a utilização prudente de agentes antimicrobianos em animais, a UE está a proteger a saúde dos seus cidadãos”, afirma o bloco, em comunicado.
De acordo com o comunicado, a legislação da UE proíbe o uso de antimicrobianos para estimular crescimento ou aumentar rendimento dos animais, além de vetar a utilização de medicamentos considerados essenciais para o tratamento de infecções humanas.
O Brasil constava como autorizado na última lista divulgada pelos europeus, em 2024. A exclusão tem impacto direto na balança comercial do agronegócio brasileiro. A UE é hoje o 2º maior mercado comprador de carnes do Brasil, atrás apenas da China.
Quando se considera apenas a carne bovina, o bloco europeu é o 3º principal destino, superado pela China e pelos Estados Unidos, segundo o Agrostat (Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro).
Os demais países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) seguem autorizados a exportar carne bovina para a União Europeia. No entanto, caso o Brasil permaneça sob restrição fitossanitária, os produtores do país não poderão exportar nas condições do acordo firmado entre blocos.
De acordo com a Comissão Europeia, os principais critérios para permitir que um país importe produtos derivados de animais ao bloco são:
não usar de agentes antimicrobianos em animais para fins de crescimento ou rendimento;
proibir tratamento de animais com agentes antimicrobianos reservados a infeções humanas.
Eis a íntegra completa do comunicado da Comissão Europeia:
“A UE intensifica a luta contra a resistência antimicrobiana com uma lista atualizada dos países autorizados a exportar para a UE animais destinados à produção de alimentos e produtos de origem animal:
“A Comissão Europeia congratula-se com a votação de hoje pelos Estados-Membros de uma lista atualizada de países terceiros autorizados a exportar para a UE animais destinados à produção de alimentos e produtos de origem animal.
“Os países constantes da lista demonstraram a sua conformidade com as restrições da UE à utilização de agentes antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos. A Comissão apresentou uma avaliação da sua conformidade e garantias como base para a lista.
“Ao abrigo das regras da UE, não é permitida a utilização de agentes antimicrobianos em animais para fins de crescimento ou rendimento, nem os animais podem ser tratados com agentes antimicrobianos reservados a infeções humanas. A lista de países terceiros que cumprem os requisitos da UE e, por conseguinte, podem exportar animais destinados à produção de alimentos para a UE, será formalmente adotada nos próximos dias e as regras relativas às importações serão aplicáveis a partir de 3 de setembro de 2026.
A resistência antimicrobiana é uma das maiores ameaças à saúde pública do nosso tempo. Ao assegurar a utilização prudente de agentes antimicrobianos em animais, a UE está a proteger a saúde dos seus cidadãos.”
Até a publicação desta reportagem, o Ministério da Agricultura não havia se manifestado sobre o veto europeu.
🚨 ALERTA NO AGRO: União Europeia barra carne brasileira.
A partir de 3 de setembro de 2026, o Brasil deixará de exportar carnes e animais vivos para a União Europeia. O bloco retirou o país da lista de nações autorizadas após alegar falta de garantias sobre o uso de antimicrobianos na nossa pecuária.
🔍 O que aconteceu?
A Comissão Europeia endureceu as regras contra a resistência antimicrobiana. O Brasil não conseguiu comprovar que cumpre dois critérios vitais:
1️⃣ Não usar antimicrobianos para acelerar o crescimento ou rendimento dos animais.
2️⃣ Proibir o uso de medicamentos que são reservados exclusivamente para tratar infecções em humanos.
📉 O Impacto:
A UE é o 2º maior mercado de carnes do Brasil. Enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai seguem autorizados, o Brasil enfrenta um revés que afeta diretamente nossa balança comercial e o acordo Mercosul-UE.
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