A delegada enfatizou que a inexperiência do grupo ficou evidente no local do salto. “Eles não lembram quem deixou de colocar a corda, a checagem foi falha e não houve fiscalização adequada”, afirmou. Também não encontraram qualquer registro de empresa habilitada para oferecer essa atividade de esporte radical, o que reforça o caráter improvisado das operações no local.
Para Andréia Levy, esportes de alto risco exigem checagens múltiplas e supervisão rigorosa de cada equipamento. Ela acredita que, no dia do acidente, os organizadores entraram em um “modo automático”, na expectativa de que outro integrante já tivesse conferido a amarração, culminando na tragédia.
Sobre o socorro imediato, a delegada esclareceu que a primeira pessoa a tentar reanimar Maria Eduarda foi uma enfermeira, também participante do evento e que aguardava sua vez de saltar. “Ela gravou o vídeo de todo o procedimento, correu para ajudar e encontrou a vítima ainda com sinais vitais, mas, infelizmente, não foi possível salvar a jovem”, explicou.
Os três instrutores detidos respondem por homicídio com dolo eventual, tipificação que considera a assunção do risco de morte sem intenção direta de matar. A Polícia Civil de São Paulo segue com as investigações para apurar responsabilidades e eventuais novas prisões.
🚨 TRAGÉDIA NO ROPE JUMP: Investigação aponta amadorismo e falha humana grave
A Polícia Civil de São Paulo trouxe a público detalhes alarmantes sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem perdeu a vida no último sábado (13) após saltar de uma altura de mais de 40 metros na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).
Em coletiva de imprensa, a delegada Andréia Levy sublinhou que o acidente foi reflexo de uma sucessão de erros e falta de profissionalismo.
📌 Os principais pontos da investigação:
Esquecimento fatal: A principal hipótese é de que os organizadores simplesmente esqueceram de fixar a corda guia.
"Modo Automático": Segundo a delegada, a checagem falhou porque os responsáveis agiram na expectativa de que outro integrante do grupo já tivesse conferido a amarração.
Clandestinidade: Não foi encontrado nenhum registro de empresa habilitada para operar o esporte no local. O grupo agia de forma totalmente amadora e sem autorização.
Prisões: Dos seis responsáveis pela organização do evento, três foram presos em flagrante e encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba.
⚖️ Consequências Legais
Os três instrutores detidos responderão por homicídio com dolo eventual — quando não há a intenção direta de matar, mas assume-se o risco do resultado fatal ao operar em condições precárias e sem fiscalização.
"Eles não lembram quem deixou de colocar a corda, a checagem foi falha e não houve fiscalização adequada." — Delegada Andréia Levy
⚠️ O Alerta que Fica
Esportes radicais e de alto risco exigem protocolos rígidos, checagens múltiplas e empresas devidamente certificadas. A busca pela adrenalina nunca pode blindar a negligência.
Nossos sentimentos aos familiares e amigos de Maria Eduarda. 🙏
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