Veja fotos do avião que Trump usou secretamente para deixar a Turquia após cúpula da Otan

 Para deixar evento que ocorreu no mês passado na capital turca, Trump foi visto embarcando em um avião, se escondeu em carrinho de serviço de bordo e foi levado para outra aeronave




Novas fotos divulgadas nesta terça-feira, 11, mostram a aeronave em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria embarcado secretamente para sair da Turquia às pressas durante a cúpula da Otan realizada no mês passado.

Segundo uma autoridade sênior dos EUA, o esquema foi realizado por conta de uma ameaça realizada pelo Irã contra ele e o Air Force One, o avião presidencial.

Uma reportagem do The New York Times aponta que Trump havia viajado para a Turquia a bordo de um 747-8 doado pelo Catar, pintado de azul escuro — uma aeronave muito mais luxuosa do que os jatos Boeing mais antigos usados como Air Force One, e que o governo dos EUA adaptou rapidamente para viagens presidenciais.

Mas Trump anunciou que não usaria aquele avião para ir embora e que, em vez disso, voaria para fora da Turquia em uma das aeronaves mais antigas, “pelos velhos tempos”.

Trump embarcou no avião mais antigo, pintado de azul-claro, enquanto as câmeras filmavam no aeroporto de Ancara. O jato doado pelo Catar voou à frente dessa aeronave mais antiga em direção a uma base militar dos EUA no Reino Unido.

O presidente, porém, estaria em um terceiro avião - ele teria se escondido em um carrinho de serviço de bordo que havia sido posicionado junto à parte inferior da fuselagem e levado de carro até a outra aeronave, na qual viajou secretamente para o Reino Unido.


A operação sigilosa foi noticiada anteriormente pelo Washington Post, que identificou a terceira aeronave que transportava o presidente como um C-32A, uma variante militar do Boeing 757. Um porta-voz da Casa Branca não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. O Departamento de Defesa encaminhou todas as perguntas à Casa Branca.

Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca, havia sugerido que houve um estratagema na saída de Trump da Turquia, depois que o New York Times noticiou vulnerabilidades de segurança do jato doado pelo Catar. “Como o presidente disse recentemente, há muitos inimigos da América que o têm como alvo, e usamos todas as ferramentas à nossa disposição — incluindo táticas de distração e desorientação — para lidar com essas ameaças”, disse ele na ocasião.



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Trump usou secretamente um jato militar para deixar a Turquia em meio a ameaças



Altos funcionários da Casa Branca e do governo recorreram a um elaborado estratagema para retirar às escondidas o presidente Donald Trump da Turquia durante a cúpula da Otan realizada no país no mês passado, transportando-o em um carrinho de bufê até um avião militar devido a uma ameaça concreta do Irã contra ele e o Air Force One, afirmou nesta segunda-feira (10) um alto funcionário dos Estados Unidos.

Trump havia viajado para a Turquia a bordo de um 747-8 doado pelo Catar, muito mais luxuoso do que os antigos jatos Boeing usados como Air Force One e que o governo dos Estados Unidos se apressou em adaptar para viagens presidenciais. Trump anunciou que não voltaria naquele avião e que, em vez disso, deixaria a Turquia em uma das aeronaves mais antigas, "pelos velhos tempos".


O jato do Catar seguiu à frente da aeronave mais antiga rumo a uma base militar dos Estados Unidos no Reino Unido. Trump embarcou no avião mais antigo enquanto as câmeras registravam a cena no aeroporto de Ancara.

Mas, em vez de partir a bordo daquele jato mais antigo, pintado de azul-claro, Trump foi retirado por um carrinho de serviço de bordo acoplado à parte inferior da aeronave. Em seguida, foi levado de carro até um terceiro avião, no qual viajou secretamente para o Reino Unido, segundo uma autoridade a par do assunto.


A operação sigilosa havia sido noticiada anteriormente pelo Washington Post, que identificou a terceira aeronave que transportava o presidente como um C-32A, uma variante militar do Boeing 757. Um porta-voz da Casa Branca não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. O Departamento de Defesa encaminhou todas as perguntas à Casa Branca.

Steven Cheung, diretor de comunicação da Casa Branca, havia sugerido que a saída de Trump do país envolvera uma manobra de despiste, depois que o New York Times noticiou vulnerabilidades de segurança do avião doado pelo Catar.

"Como o presidente disse recentemente, há muitos inimigos dos Estados Unidos que estão de olho nele, e usamos todas as ferramentas à nossa disposição —incluindo distração e despiste— para enfrentar essas ameaças", afirmou ele na ocasião.

As medidas extraordinárias tomadas pelo governo para retirar o presidente da Turquia em segredo sugeriam que as autoridades consideravam crível a ameaça iraniana. Isso também levou a Casa Branca a enganar deliberadamente os repórteres encarregados de cobrir Trump, permitindo que a imprensa noticiasse que ele viajava a bordo de um avião que, na verdade, estava sendo usado como isca.


A ameaça não era específica ao jato doado pelo Catar. Na verdade, Trump era o alvo, independentemente do avião em que estivesse viajando, como o Times já havia noticiado.

"O novo Air Force One é uma aeronave de última geração, equipada com protocolos de segurança de alto nível que garantem a segurança do presidente e de sua equipe", disse Cheung no comunicado enviado a jornalistas no dia seguinte à saída de Trump da cúpula da Otan.


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