Procuradoria afirma que parte relevante dos procedimentos ligados à operação Compliance Zero ficou fora da lista divulgada por André Mendonça
A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nesta sexta-feira (11) ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, que determine a retirada do sigilo de todos os procedimentos relacionados à investigação do Banco Master.
O órgão afirmou que parte relevante dos processos ligados à Operação Compliance Zero ficou de fora da relação tornada pública pelo ministro André Mendonça.
A manifestação foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, e não pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O documento não informa o motivo.
Na quinta-feira (10), Fachin havia pedido a Mendonça que encaminhasse à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros do STF todos os procedimentos relacionados à investigação do Banco Master na Corte. Também sugeriu a retirada dos sigilos, preservando apenas diligências em andamento ou futuras cuja divulgação pudesse prejudicar as apurações.
Mendonça tornou públicos 15 processos ligados ao caso. Segundo a PGR, porém, ficaram de fora “grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla” da Operação Compliance Zero.
A Procuradoria afirmou que a ausência desse material pode ter ocorrido por alguma “razão escusável de ordem administrativa”, mas avaliou que manter parte dos procedimentos sob sigilo pode contrariar o objetivo de transparência da medida determinada por Fachin.
Por isso, pediu que todo o material relacionado à investigação seja tornado público, com exceção apenas de diligências cuja divulgação possa comprometer o andamento das apurações
O pedido foi apresentado no mesmo dia em que Alexandre de Moraes também cobrou de Fachin a abertura integral dos procedimentos. Em ofício enviado mais cedo, Moraes acusou Mendonça de agir com “seletividade” e afirmou que 180 documentos permaneceram fora do material disponibilizado.
Com ordem de Fachin, Brasil conhecerá as entranhas da República de Madame Satã
A decisão do presidente do STF, ministro Edson Fachin, de dar 24 horas para que todas as provas do escândalo do Banco Master sejam tornadas públicas deve promover o primeiro encontro da Nação com os integrantes da República de Madame Satã.
Caberá a André Mendonça, relator do caso, exibir detalhes sobre o cinturão de autoridades de diferentes poderes que se uniram para desfrutar o dinheiro sujo de Daniel Vorcaro.
A famosa festa de Halloween em São Paulo, que reuniu 120 garotas de programa para 20 homens, como revelou a Revista Piauí, nesta quinta, deve ter espaço especial nas revelações.
A retirada de sigilo do caso Master deve incluir o conjunto de mensagens, fotos, áudios e documentos que o ex-banqueiro guardava no celular. Até famosos convescotes num clube de golfe de endinheirados em Miami serão expostos.
As informações colhidas pela PF a partir da quebra de sigilos telemáticos e da nuvem do “Sicário” de Vorcaro também serão conhecidas.
Como relator do caso, Mendonça terá, finalmente, como mostrar ao país os arquivos que tanto assombram os poderosos.
Será o momento de descobrir o motivo de tanta lentidão nas investigações, de tanta resistência da PGR e da Polícia Federal em fecharem um acordo de delação com Daniel Vorcaro.
A dúvida que paira é se a decisão de Fachin também tornará públicos os arquivos das delações premiadas do carregador de dinheiro de Vorcaro, o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, e do ex-dono da Reag João Carlos Mansur.
Que o ministro André Mendonça abra tudo ao país.


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