Lula e líderes do Congresso participaram da cerimônia, numa vitória para a campanha pela reeleição do petista no 2º turno
Ao ser incorporada à Constituição, a medida que altera a escala de trabalho será a 140ª emenda ao texto desde a sua criação, em 1988 (houve também outras 6 emendas feitas em 1994 durante o processo de revisão constitucional)
A promulgação é vista como uma vitória para Lula, que busca uma virada no 2º turno das eleições contra Flávio Bolsonaro (PL). O fim da escala 6 x 1 tornou-se uma das principais bandeiras da campanha pela reeleição do petista.
A presença do chefe do Executivo em cerimônias de promulgação é incomum. A solenidade foi realizada a 9 dias do 2º turno, marcado para 25 de outubro.
A promulgação transforma a PEC em emenda constitucional e dá início à contagem dos prazos para a transição. A mudança afeta trabalhadores que hoje cumprem 6 dias de trabalho para 1 de descanso.
FIM DA ESCALA 6 X 1
O Senado aprovou a PEC na 4ª feira (14.out). Saiba aqui como votou cada senador. O texto, relatado pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), mantém a versão aprovada pela Câmara em maio.
A implementação será gradual. A partir de 60 dias depois da publicação da emenda, a jornada máxima semanal cairá de 44 para 42 horas, com 2 dias de descanso semanal remunerado. O limite de 40 horas semanais passará a valer 14 meses depois da publicação.
Vários setores da economia reclamam que o fim da escala 6 X 1 foi adotado sem que fossem feitos estudos aprofundados sobre o impacto no mercado de trabalho. Defendiam um prazo maior para adaptação das empresas ao novo sistema, citando que essa precaução foi adotada em outros países, como mostra o quadro a seguir:
🚨 Fim da escala 6x1: Congresso promulga PEC que reduz jornada de trabalho
O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a PEC nº 221/2019, oficializando o fim da tradicional escala de trabalho 6x1 no Brasil. A medida altera a Constituição e estabelece uma nova dinâmica para as relações trabalhistas no país.
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcando um momento de grande repercussão política a poucos dias do 2º turno das eleições.
📊 O que muda na prática?
Fim da escala 6x1: Garante obrigatoriamente 2 dias de descanso semanal remunerado (com preferência para os domingos).
Redução da jornada: O limite máximo de trabalho cai dos atuais 44 horas para 40 horas semanais, mantendo o teto diário de 8 horas.
Proibição de corte salarial: A emenda protege os salários atuais, vedando reduções decorrentes da mudança na jornada.
Flexibilidade via acordos coletivos: Setores essenciais ou que funcionam de forma ininterrupta (como saúde e segurança) poderão negociar a distribuição de horas e folgas por meio de convenções sindicais.
Micro e pequenas empresas: O texto prevê a criação, por lei complementar, de medidas transitórias para apoiar os pequenos negócios, condicionadas à manutenção dos empregos.
⏱️ Como será a transição?
A implementação da nova regra ocorrerá de forma gradual para permitir a adaptação do mercado:
Primeira etapa (60 dias após a publicação): A jornada máxima cai de 44 para 42 horas semanais.
Segunda etapa (14 meses após a publicação): O limite definitivo de 40 horas semanais passa a valer integralmente.
💬 Na sua opinião, como essa mudança impactará o mercado de trabalho e a rotina das empresas no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários!
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