Flávio Bolsonaro tem primo foragido em cidade argentina onde pode ter procurado refúgio

 Vive em Puerto Iguazu (Argentina) um familiar do candidato derrotado na eleição presidencial. Léo Índio fugiu após receber ordem de prisão por participar das tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023




A imprensa argentina diz que Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência do Brasil, ingressou clandestinamente em Puerto Iguazu (cidade argentina fronteiriça com a brasileira Foz do Iguaçu, Paraná). A informação foi divulgada por pelo menos dois meios de comunicação. Ele teria tentado viajar de lá para os Estados Unidos, por estar com receio de ser preso em território brasileiro.

Até o momento não existem provas de que o ex-presidenciável, senador do PL, está mesmo na Argentina, apenas de que um jato permanece desde a noite de segunda-feira no aeroporto de Puerto Iguazu, sem permissão para decolar. Portais de mídia argentinos asseguram que a lista de passageiros inclui Flávio Bolsonaro – que não é visto há mais de 24 horas e cujo paradeiro é ignorado até por seus correligionários.

Coincidência ou não, Puerto Iguazu é refúgio de um primo e amigo fraterno de Flávio, Leonardo Rodrigues de Jesus, mais conhecido como Léo Índio. Ele está foragido da Justiça brasileira desde o início de 2025, com mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado de 8 de Janeiro de 2023.

Com documentação provisória, ele vive na fronteira com Foz do Iguaçu. Está hospedado em um hostel próximo à delegação da Polícia Federal Argentina, onde concedeu entrevista ao jornalista Marcelo Ameri, publicada pelo portal La Voz de Misiones.

A conversa aconteceu poucos dias após o primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil e Léo Índio assegurou que apenas esperava a eleição do primo Flávio para retornar ao Brasil. Ele declarou que se o primo perdesse a eleição (como aconteceu), permaneceria na Argentina.

Léo Índio inclusive posou para fotos, vestido com camiseta e boné verde-amarelos e com um livro-biografia sobre Flávio Bolsonaro. "Aqui em Puerto Iguazú existem mais de cem pessoas na mesma situação que eu", disse ele, se referindo a procurados pelos distúrbios e tentativa de golpe em 8 de janeiro. 

Léo Índio informou que enviou uma carta em 4 de setembro ao presidente argentino, Javier Milei, aliado político dos Bolsonaro. Na correspondência, ele pede “atenção urgente” aos brasileiros chamados de “exilados” e agilidade na análise dos pedidos de refúgio. Seriam 300 pedidos de asilo e 62 brasileiros incluídos em pedidos de extradição apresentados pelo Brasil. Os números não têm confirmação oficial argentina.

O primo de Flávio Bolsonaro também ofereceu apoio político a Milei e disse estar disposto a trabalhar pela reeleição do presidente e a convencer eleitores de que “o melhor caminho é mais à direita”. O próprio Léo Índio considera "precária" sua autorização provisória para permanecer na Argentina, porque ela precisa ser renovada a cada 90 dias e permanece válida enquanto seu pedido de asilo é analisado pela Comissão Nacional de Refugiados argentina, a Conare.

Léo Índio é réu no STF pelos atos de 8 de Janeiro, com base em imagens publicadas por ele mesmo. Elas mostram ele ingressando nos prédios danificados do Congresso. O primo de Flávio Bolsonaro responde por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A defesa nega os crimes.


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Notícias e apurações na região da Tríplice Fronteira movimentaram o debate público em torno do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de seu primo, Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio.

Confira o resumo dos fatos e o que dizem as autoridades sobre o assunto:

1. Rumores e Negativa Oficial sobre Flávio Bolsonaro

  • Relatos na Imprensa: Meios de comunicação argentinos levantaram a hipótese de que Flávio Bolsonaro teria ingressado clandestinamente em Puerto Iguazú (cidade argentina fronteiriça com Foz do Iguaçu) para tentar embarcar em um voo privativo rumo aos Estados Unidos, em meio a determinações restritivas da Justiça brasileira.

  • Desmentido de Autoridades: As autoridades do órgão migratório da Argentina e a coordenação política do senador negaram que ele tenha ingressado no país vizinho ou embarcado na aeronave citada. Até o momento, não há confirmação oficial de qualquer travessia efetuada pelo parlamentar.

2. A Situação de Léo Índio em Puerto Iguazú

  • Condição Legal: Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito dos processos relativos aos atos de 8 de janeiro de 2023, Léo Índio possui mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira e é considerado foragido.

  • Pedido de Asilo: Ele permanece em Puerto Iguazú com autorização provisória renovável a cada 90 dias, enquanto aguarda a deliberação sobre seu pedido de refúgio junto à Comissão Nacional de Refugiados (Conare) da Argentina.

  • Mobilização Local: Em entrevistas recentes a portais locais, Léo Índio relatou que vive próximo a outros brasileiros na mesma condição migratória e declarou ter enviado uma correspondência ao presidente argentino, Javier Milei, solicitando apoio e agilidade na análise dos pedidos de refúgio.

Resumo da Situação: Enquanto a presença de Léo Índio em solo argentino é fato confirmado por suas próprias declarações e pela tramitação do pedido de refúgio, as alegações sobre a entrada de Flávio Bolsonaro no país vizinho foram oficialmente desmentidas pelas autoridades de migração argentinas.



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