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Governador da Califórnia, cotado para eleições presidenciais de 2028, condena vídeo racista de Trump

 Gabinete de imprensa de Gavin Newsom disse que ‘todos os republicanos, sem exceção, devem denunciar isso’




O gabinete de imprensa do governador da Califórnia, Gavin Newsom, condenou nesta sexta-feira, 6, a publicação racista feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social, na noite da última quinta-feira, 5. O vídeo postado por Trump retrata o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama como macacos.

“Comportamento repugnante por parte do presidente. Todos os republicanos, sem exceção, devem denunciar isso. Agora”, escreveu o gabinete de Newsom. Newsom é cotado para ser o candidato democrata nas eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2028.


A publicação repercutiu negativamente entre os republicanos. O deputado Mike Lawler, de Nova York, afirmou no X que a publicação “está errada e é incrivelmente ofensiva - seja intencional ou um engano” e que “deve ser apagada imediatamente, acompanhada de um pedido de desculpas”.

Tim Scott, da Carolina do Sul, também criticou o vídeo. “Rezo para que seja falso, porque é a coisa mais racista que já vi vinda desta Casa Branca. O presidente deveria remover isso”, escreveu Scott, o único senador republicano negro.

A publicação foi apagada nesta sexta-feira. “Um funcionário da Casa Branca fez a postagem por engano. Ela já foi removida”, disse um integrante da equipe à AFP.


O trecho que repercutiu foi inserido perto do final de um vídeo de 62 segundos que promovia teorias da conspiração sobre a eleição presidencial americana de 2020, que foi perdida por Trump para o democrata Joe Biden. O clipe parece ter sido retirado de um vídeo que foi compartilhado em outubro por um usuário no X com a legenda “Presidente Trump: Rei da Selva” e um emoji de um leão.

No trecho, vários políticos democratas importantes - incluindo Biden, a ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton e a ex-vice-presidente Kamala Harris - são mostrados como zebras, girafas e outros animais, enquanto Trump é retratado como um leão. Os Obamas, no clipe, foram mostrados como macacos. O vídeo termina com os animais se curvando diante do atual presidente americano.

O casal Obama não se pronunciou sobre o vídeo publicado por Trump. Em resposta ao vídeo, Ben Rhodes, um ex-oficial americano que trabalhou no governo Obama, afirmou que Trump é “uma mancha na história dos Estados Unidos”. / COM AFP


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Trump posta vídeo racista com casal Obama como macacos




O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, publicou em uma rede social, na madrugada desta sexta-feira (6), um vídeo com teor racista onde aparecem representados como macacos o ex-presidente dos EUA Barack Obama e a ex-primeira dama Michelle Obama. Obama foi o primeiro presidente negro da história dos EUA.



A imagem de 2 segundos foi incluída ao final de um vídeo de cerca de 1 minuto, com teorias da conspiração que repercutem denúncias não comprovadas de fraude nas eleições de 2020, quando Trump perdeu para o presidente democrata Joe Biden e não reconheceu os resultados.

Em resposta à publicação, o líder dos democratas da Câmara de Representantes dos EUA, o deputado negro Hakeem Jeffries, defendeu Obama e Michelle como “o melhor deste país”.

“Donald Trump é um verme vil, desequilibrado e maligno. Por que líderes republicanos como John Thune continuam a apoiar esse indivíduo doente? Todos os republicanos devem denunciar imediatamente o fanatismo repugnante de Donald Trump”, defendeu.



Falsas denúncias de fraude

O vídeo foi um dos 60 posts que o presidente Trump fez durante apenas três horas, boa parte com acusações de fraudes na eleição de 2020 que nunca chegaram a ser comprovadas.

No vídeo em que Obama aparece como macaco aparecem as acusações já desmentidas de que a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems teria ajudado a fraudar a eleição.

Por ter veiculado essa falsa acusação, a emissora trumpista Fox News fez um acordo extrajudicial de US$ 787 milhões com a Dominion para suspender um processo de difamação movido pela empresa de tecnologia citada.

Risco eleitoral de Trump

O reforço na tese de fraude eleitoral em 2020 por parte do presidente dos EUA ocorre em meio a avaliações de que Trump pode perder a pequena maioria que mantém na Câmara e no Senado estadunidenses nas eleições de novembro deste ano.

No último sábado, o democrata Taylor Rehmet conquistou uma cadeira no Senado estadual do Texas que era ocupada por um republicano desde a década de 1990, informou a historiadora Heather Cox Richardson, da Universidade de Boston.

“[O democrata] venceu com uma margem de 14,4 pontos percentuais em um distrito que Trump venceu em 2024 por 17 pontos. A virada de 32 pontos percentuais deixou os republicanos ‘em pânico total’", disse a especialista

Ainda nesta semana, o estrategista trumpista Steve Bannon afirmou que o governo deve colocar agentes da polícia de imigração ICE, alvo dos recentes protestos nos EUA, repetindo outra alegação não comprovada de que os imigrantes ilegais “corrompem a eleição”.

No ano passado, republicanos alteraram os limites dos distritos eleitorais no Texas e no Missouri, prática conhecida como “gerrymandering”, ou “manipulação eleitoral”, em tradução livre. 

gerrymandering consiste no redesenho das fronteiras dos distritos eleitorais para favorecer determinada visão política. Por exemplo, o redesenho pode dividir uma região de maioria negra e urbana em dois distritos diferentes, onde a população negra passa a ser minoria diante de populações brancas e rurais que foram incluídas na mesma área

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