Membros da banda fenômeno dos anos 1990 morreram em acidente aéreo no dia 2 de março de 1996
Na segunda-feira, 23, os corpos dos cinco Mamonas Assassinas serão exumados, após quase 30 anos do acidente aéreo que acabou com a banda de “rock cômico” que fazia sucesso no país.
A decisão foi tomada pelas famílias dos músicos, que entraram em acordo para cremar os corpos e transformá-los em adubo para plantar cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, a cidade onde moravam, segundo informou o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
“Após 30 anos, a memória dos Mamonas Assassinas será celebrada por meio de uma homenagem cheia de significado. A iniciativa do BioParque utiliza as cinzas resultantes da cremação para contribuir com o desenvolvimento de uma árvore desde a semente. Cada árvore simboliza continuidade, afeto e presença.”
Banda fenômeno nos anos 1990, os Mamonas Assassinas ficaram conhecidos por suas letras debochadas como Brasília amarela, Sabão Crá-Crá e Pelados em Santos.
O primeiro e único disco, com o nome da banda, havia sido lançado em junho de 1995 e, nos oito meses seguintes, teve 1,8 milhão de cópias vendidas (no total até hoje, foram 3 milhões de cópias, o terceiro maior êxito comercial entre artistas nacionais em todos os tempos).
No dia 2 de março de 1996, os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli voltavam de um show em Brasília num jatinho Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, fretado pela banda.
A aeronave se chocou na Serra da Cantareira, ao Norte de São Paulo, numa tentativa de arremetida. Além dos cinco integrantes da banda, o acidente matou o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, o ajudante de palco Isaac Souto e o segurança Sérgio Porto.
O velório do grupo foi realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos e reuniu cerca de 30 mil pessoas, enquanto mais de cem mil acompanharam o cortejo até o cemitério Parque das Primaveras.
Dentro do cemitério, cerca de 500 pessoas, acompanharam o enterro. Os cinco integrantes dos Mamonas foram colocados, junto com Isaac Souto, num mesmo túmulo. A cerimônia teve pouco mais de 40 minutos e incluiu um “Parabéns a você”, em homenagem a Dinho, que, naquele dia 4 de março de 1996, completaria 25 anos de idade.
Famílias dos Mamonas Assassinas vão exumar corpos para criar memorial
Os familiares dos 5 integrantes dos Mamonas Assassinas chegaram a um acordo para exumar os corpos dos músicos mortos em acidente aéreo em março de 1996. As cinzas da cremação serão transformadas em adubo para o plantio de árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade natal da banda na Grande São Paulo.
Em post nas redes sociais neste sábado (21.fev.2026), o perfil oficial do Mamonas e do cemitério escreveram que “mais do que um memorial, o espaço se propõe a ser um patrimônio afetivo, onde o tempo não apaga as lembranças, apenas as transforma”.
A exumação envolverá a cremação dos restos mortais. Parte das cinzas será incorporada ao solo durante o plantio de cinco árvores, uma para cada músico. O espaço receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas.
O projeto vai misturar as cinzas com as sementes de espécies nativas. Uma equipe de especialistas fará o monitoramento das árvores. A proposta busca criar um ciclo simbólico onde a vida continua a partir da lembrança dos artistas.
“Existem histórias que o tempo não apaga. Cada árvore simboliza continuidade, afeto e presença. Uma homenagem que ressignifica a saudade”, afirmou a postagem no Instagram.
Em março de 1996, os integrantes do Mamonas Assassinas retornavam de uma apresentação em Brasília. Eles embarcaram em um jatinho com destino a Guarulhos. Durante o voo, a aeronave colidiu com a Serra da Cantareira. Todos os ocupantes do avião morreram no acidente.
A morte dos 5 músicos comoveu o Brasil. A banda marcou a história da música brasileira antes da tragédia que interrompeu suas carreira



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