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Frota maior de drones pode tornar problemas em aeroportos mais frequentes? O que dizem especialistas

 No domingo, 15, o aeroporto de Guarulhos precisou ser fechado duas vezes; a interrupção de voos comerciais e privados ocorreu por volta das 16h, e as operações só foram retomadas duas horas depois




A presença de drones em espaço aéreo proibido é um risco relevante para a aviação. Especialistas ouvidos pelo Noticias sem censura apontam que o problema não é novo e tampouco deve ficar isolado ao caso do último domingo, 15, quando o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) foi fechado por causa da presença de drones.

No domingo, o aeroporto de Guarulhos precisou ser fechado duas vezes. A interrupção de voos comerciais e privados ocorreu por volta das 16h, e as operações só foram retomadas duas horas depois. O número de voos prejudicados não foi informado.

“Eu acho que sim (pode ser mais comum), principalmente pelo que estamos vendo do futuro, com drones de transporte de passageiros”, afirma Roberto Peterka, especialista em segurança de voo.

O número de pedidos para voos com drones no Brasil cresceu 22% no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

Em junho do ano passado, por exemplo, o aeroporto de Guarulhos já havia enfrentado esse mesmo problema. Ele foi fechado para pousos e decolagens por causa da presença de drones, prejudicando dezenas de voos.

No caso mais recente de Guarulhos, a Polícia Militar foi acionada pela Central de Controle do Aeroporto Internacional de Guarulhos para averiguar a presença de ao menos oito drones que estariam sobrevoando a rota de decolagem e aterrissagem de aeronaves. O Comando de Operações Especiais (COE) utilizou um bloqueador de sinal para restabelecer a segurança do local.

“Os drones são proibidos de voar nas proximidades de aeroportos. Quando há um caso desse tipo, há uma paralisação do aeroporto, e a PM é imediatamente acionada. Os helicópteros da Polícia Militar começam a sobrevoar (a área) e têm tecnologia para detectar de onde vem o sinal emissor do controle do drone”, afirma Laert Gouvea, diretor do Instituto Brasileiro de Segurança na Aviação. “E com o isso eles fazem a rastreabilidade desse sinal e acabam chegando ao cidadão que está cometendo a infração.”

O grande risco do drone em espaço aéreo é provocar um dano estrutural severo na aeronave. O alumínio de um avião não é forte, pois precisa ser leve, explica Peterka. “Pode atingir uma parte vital do avião, como cabos de comando, fiação elétrica.”

“Se entra numa turbina de um avião, por exemplo, é um prejuízo de alguns milhões de dólares. Não podemos conviver com uma situação como essa. Quando um drone invade o espaço aéreo do aeroporto, a operação tem de ser suspensa para evitar um acidente grave”, acrescenta Gouvea.

O especialista também destaca que o Brasil tem uma das legislações mais avançadas em relação a esse tema e “não fica devendo nada a nenhum outro país”.

“Não é algo que vejo com tendência de aumentar. Não é uma coisa tão relevante assim que a gente precise se preocupar. São casos isolados”, diz Gouvea.

O número de pedidos para voos com drones no Brasil cresceu 22% no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Os dados são do Informativo Trimestral SARPAS.


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Voo da Latam para Lisboa aborta decolagem após drones fecharem espaço aéreo em Guarulhos


Voo da Latam com destino a Lisboa precisou abortar a decolagem na noite de domingo (15) no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), após um dia marcado por interrupções no espaço aéreo provocadas pela presença de drones nas imediações do terminal.

DA REDAÇÃO com informações da Latam Airlines

A aeronave, um Boeing 777-32W com capacidade para 410 passageiros, operava o voo LA8146 e tinha partida prevista para 17h40. Segundo dados da plataforma FlightRadar24, amplamente utilizados pela imprensa especializada como Aviation Herald e Aeroin, o avião chegou a iniciar o procedimento de decolagem às 19h12, quando foi liberado, mas percorreu a pista e retornou ao pátio, interrompendo a operação.


Procurada, a Latam informou que “o procedimento foi efetuado em total segurança e é o protocolo previsto para esse tipo de situação”. A companhia não detalhou as causas técnicas da interrupção, mas ressaltou que todos os passageiros foram desembarcados com segurança, reacomodados em outros voos e receberam assistência, incluindo hospedagem quando necessário, conforme prevê a regulamentação da ANAC para casos de contingência operacional.

Voo da Latam impactado por fechamento do espaço aéreo

O episódio ocorreu em um contexto de instabilidade nas operações do aeroporto. Ainda na tarde de domingo, o espaço aéreo de Guarulhos foi fechado duas vezes devido à presença de drones sobrevoando áreas próximas às rotas de pouso e decolagem.

De acordo com informações divulgadas por veículos como G1 e Folha de S.Paulo, a primeira interdição ocorreu por volta das 16h, com retomada gradual das operações cerca de duas horas depois. Durante o período, voos comerciais e executivos foram alternados para outros aeroportos, além de registros de atrasos e cancelamentos.

A administração do aeroporto não informou o número total de voos afetados, mas confirmou que a medida foi adotada por razões estritamente operacionais e de segurança.

Drones e segurança aérea no Aeroporto de Guarulhos

Segundo a Polícia Militar, ao menos oito drones teriam sido identificados sobrevoando a área crítica das rotas de aproximação. A Central de Controle do Aeroporto acionou as autoridades, e o Comando de Operações Especiais (COE) empregou bloqueadores de sinal para neutralizar os equipamentos e restabelecer a segurança operacional.

Casos envolvendo drones próximos a aeroportos são considerados de alto risco pela aviação civil internacional, uma vez que podem comprometer a integridade das aeronaves e a segurança dos passageiros. Por protocolo, sempre que há avistamento confirmado, as operações podem ser suspensas preventivamente.

O voo da Latam para Lisboa acabou inserido nesse cenário de cautela reforçada, em um dos aeroportos mais movimentados da América Latina, cuja operação exige precisão absoluta e monitoramento constante do espaço aéreo.



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