Nikolas Ferreira critica homenagem a Lula e fala em privilégio
No “X”, antigo “Twitter”, o deputado argumentou que há dois pesos e duas medidas: “Se esse desfile fosse em 2022: Bolsonaro estaria preso, busca e apreensão no PL, apreensão no barracão da escola, apreensão dos carros alegóricos e o inegibilidade vitalícia.“, disparou.
Confira:
Anteriormente, a oposição tentou barrar o desfile na Justiça em diversas frentes, mas sem sucesso. Entre os argumentos, além de apontar atos de propaganda eleitoral antecipada, os críticos questionam o uso de recursos públicos pelas escolas de samba, incluindo a Acadêmicos de Niterói.
Moro explode nas redes contra desfile e provoca: “Faltou o carro da Odebrecht”
O senador Sergio Moro (União-PR) também se manifestou antes da apresentação da escola: “O dinheiro do contribuinte utilizado por uma escola de samba para fazer propaganda eleitoral antecipada para o Lula. Coisa de caudilho populista. Caminhamos para uma democracia de fachada.“, protestou ele logo a princípio.
Logo após o desfile, Moro voltou ao microblog para “alfinetar” o atual presidente da República: “Faltou o carro da Odebrecht e do Sítio de Atibaia no desfile do Lula.“, escreveu. Na sequência, o ex-juiz continuou: “Foi um deprimente espetáculo de abuso do poder. Com enaltecimento de Lula, sem escândalos de corrupção, e com ataques aos adversários, tudo financiado pelo Governo.“, acusou por fim.
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Janja diz que desistiu de desfilar para evitar perseguição a Lula e escola de samba
O enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” , em homenagem ao presidente, foi apresentado na avenida na madrugada desta segunda-feira, 16, no desfile grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro.
O desfile em ano eleitoral tem sido tema de polêmicas há semanas. O enredo da agremiação foi criticado pela oposição e o Partido Novo anunciou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente.
Janja havia sido liberada para desfilar por não ocupar um cargo público, mas optou por apenas assistir ao desfile ao lado do marido. O enredo da Acadêmicos de Niterói foi alvo de diversos questionamentos na Justiça que pediam que a escola fosse impedida de fazer o desfile sob alegação de propaganda eleitoral antecipada em ano eleitoral. Janja foi substituída no carro pela cantora Fafá de Belém.
Na nota divulgada, a primeira-dama destacou que “mesmo com toda segurança jurídica” de que poderia participar do desfile, optou por não o fazer “para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida”.
O presidente e a primeira-dama acompanharam o desfile no camarote da prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), e desceram na Sapucaí para cumprimentar integrantes das escolas. Lula beijou o pavilhão de todas as escolas que passaram pela Sapucaí no domingo: Acadêmicos de Niterói, Imperatriz Leopoldinense, Portela e Mangueira.
Em sua nota, Janja mencionou o fato de o presidente descer para apoiar a escola que o homenageou e classificou a agremiação como “extremamente corajosa” por “enfrentar tudo e todos” para levar o enredo para a venida.
“Essa noite foi uma noite de celebração à cultura brasileira, ao presidente Lula e ao maior espetáculo da terra, que é o desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro”, finalizou Janja.


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