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Bolsonaro voltou a apresentar soluço e tem voz fraca e aparência abatida, diz Flávio

 Senador visitou o ex-presidente, que está internado na UTI do hospital DF Star, em Brasília




O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar um quadro de soluço, tem voz fraca e aparência abatida. O relato foi feito aos jornalistas pelo seu filho Flávio Bolsonaro, que esteve no Hospital DF Star, em Brasília, neste sábado, 14.

“Ontem não estava com soluços, mas hoje já estava. A aparência continua abatida. E você sente que ele não está com a voz forte, a voz normal. Está enfraquecida”, contou Flávio. “Ele [Jair Bolsonaro] não disse que estava se sentindo melhor, ele disse que estava ‘na mesma’”, acrescentou.


O senador afirmou que vai aguardar a elaboração de um novo laudo médico para que os advogados do ex-presidente façam um novo pedido à justiça para cumprir prisão domiciliar. Bolsonaro foi internado para tratamento de uma pneumonia bacteriana bilateral que, segundo o boletim médico, foi resultado de uma broncoaspiração. O procedimento foi realizado após uma refluxo que levou o líquido do estômago aos pulmões do paciente.

O hospital DF Star divulgou boletim médico neste sábado informando que o paciente apresentou piora na função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. Segundo o texto, ele está estável clinicamente, mas “não há previsão de alta da UTI neste momento”.

Flávio ressaltou que Bolsonaro não pode ficar sem acompanhamento médico e familiar, pois há riscos de sofrer desequilíbrios e acidentes em virtude dos efeitos colaterais da sua medicação. “Ele é muito bem tratado no Batalhão. O problema é que ele dorme sozinho e passa muito tempo do dia sozinho (...) e pode sofrer acidente. Se tiver demora para atendimento, pode resultar na morte dele, isso é um fato”, argumentou.

Segundo relato de Flávio, os médicos reafirmaram que se o atendimento hospitalar inicial ao ex-presidente tivesse demorado mais uma ou duras horas, seu quadro poderia ter evoluído para uma infecção generalizada. “Isso reforça a importância de ele ter acompanhamento permanente”.


Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025 e cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado na Penitenciária da Papuda, em Brasília.


Piora da saúde de Bolsonaro pressiona Moraes

aliados de Bolsonaro comparam caso ao de Fernando Collor, que obteve benefício do próprio Alexandre de Moraes



A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro agravou a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes para que conceda prisão domiciliar ao ex-mandatário. A internação foi inicialmente divulgada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e gerou imediata mobilização de aliados nas redes sociais.

, o rápido agravamento da saúde de Bolsonaro intensificou os apelos para que ele seja autorizado a cumprir a pena em casa.

"Aliados do ex-presidente dizem que agora fica muito claro que essa internação dele às pressas, e o agravamento da saúde dele, de modo tão rápido, aumenta a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes", afirma Jussara. Ela destaca que o ministro vem sendo criticado por supostamente ignorar os alertas médicos sobre o estado de saúde do ex-presidente.


Um dos principais argumentos utilizados pela defesa de Bolsonaro é a comparação com o caso de Fernando Collor. O ex-presidente, preso no âmbito da Operação Lava Jato após condenação em trânsito julgado, permaneceu poucos dias em regime fechado antes de conseguir prisão domiciliar devido a um laudo médico que atestava Parkinson.

"E o magistrado que decidiu isso foi o próprio Alexandre de Moraes. A defesa e os aliados acabam dizendo que os casos são muito semelhantes e que a situação de Bolsonaro é ainda mais grave", relata a analista.

Até o momento, não foi apresentado um novo pedido formal de prisão domiciliar. Em manifestações anteriores, Alexandre de Moraes havia argumentado que a Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de estado, possui infraestrutura adequada para oferecer o tratamento médico necessário.

Com o recente agravamento da condição de saúde, cresce a expectativa entre aliados de que o ministro possa reconsiderar sua posição e autorizar que Bolsonaro cumpra a pena em regime domiciliar.

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