Ministra defendeu medidas de resposta do governo federal e sugeriu que movimentação pela greve tem objetivos políticos
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), disse nesta 4ª feira (18.mar.2026) que políticos estão manipulando caminhoneiros para provocar uma greve da categoria, a qual vem ameaçando nos últimos 2 dias uma paralisação em protesto contra a alta no preço dos combustíveis.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Gleisi declarou que o governo federal já está tomando providências para prevenir abusos nos valores dos combustíveis e pretende punir severamente postos e distribuidoras que “atentarem contra a economia popular”, repassando ao consumidor o aumento no preço do diesel causado pela guerra no Oriente Médio.
“O alerta vale também para quem está tentando manipular os caminhoneiros com objetivos políticos e eleitorais. As mesmas pessoas que tentaram parar as rodovias do país em 2022 para impedir a posse do presidente Lula e apoiar um golpe de Bolsonaro, agora estão incentivando uma greve política de caminhoneiros”, declarou a ministra, sem citar nomes de políticos ou autoridades.
Grupos que representam caminhoneiros de diferentes regiões do Brasil decidiram em reunião nesta 4ª feira (18.mar) que aguardarão a publicação de um instrumento normativo prometido pelo governo federal antes de decretar uma possível greve. A categoria espera avanço na negociação com o Executivo.
O impasse gira em torno do cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário e do reforço na fiscalização. O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), disse mais cedo que o governo prepara nova regulação para punir empresas que burlarem a tabela de frete de forma recorrente.
Os representantes da categoria se reunirão novamente na 5ª feira (19.mar.2026) para decidir se a proposta do governo atende às reivindicações. Do contrário, a tendência é de que seja decretada a paralisação.
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Caminhoneiros de diferentes regiões do país estão articulando uma paralisação nacional que pode ocorrer nos próximos dias, em meio ao aumento do custo do diesel e à insatisfação com medidas adotadas pelo governo para conter a alta do combustível. À , o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, conhecido como Chorão, disse que a articulação envolve não apenas os motoristas autônomos, que sua associação representa, mas também os "celetistas", que são contratados por empresas de transporte. A categoria vinha travando conversas ao longo dos dias com o governo sobre o aumento do preço dos combustíveis por meio de representantes da Secretaria-Geral e do Ministério dos Transportes, além de integrantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Vista aérea mostra centenas de caminhões estacionados em filas organizadas em área de terra, com árvores entre as filas. Ao fundo, há área verde com sombras de árvores. Acima, há a chamada: "Caminhoneiros ameaçam paralisar 'nos próximos dias' e pressionam governo contra alta do diesel".

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