Procuradoria chefiada por Gonet disse não haver “indicação de perigo iminente”. Segundo a PF, banqueiro falou em “dar um pau” em jornalista e “moer” empregada
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, divergiu da Procuradoria Geral da República ao autorizar a 3ª fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta 4ª feira (4.mar.2026). A PGR, comandada por Paulo Gonet, que foi reconduzido ao cargo por mais 2 ano, avaliou ser prematuro impor medidas cautelares contra Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e outros alvos da ação desta 4ª feira (4.mar).
A representação da Polícia Federal que embasou a decisão do ministro afirma que Vorcaro coordenava um núcleo especializado em monitorar e intimidar adversários do empresário. Segundo a corporação, conversas colhidas no celular do banqueiro indicam que ele pediu que fosse forjado um “assalto” contra o jornalista Lauro Jardim: “Quero dar um pau nele“.

O caso do Banco Master expõe fragilidades institucionais no Brasil e evidencia a necessidade de um órgão regulador que vá além das atribuições do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), afirmaram advogados ouvidos por VEJA nesta quarta-feira, 4. As declarações foram feitas após questionamentos sobre o envolvimento de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor do Banco Central, e de outro servidor da instituição no episódio.

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