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Míssil balístico do Irã atinge complexo de refinarias no norte de Israel

 

Ministro da Energia israelense afirmou que danos não foram significativos; não foram registradas vítimas



Um míssil do Irã atingiu o complexo de refinarias de petróleo de Haifa nesta quinta-feira (19), confirmaram três fontes israelenses .

Equipes de emergência foram enviadas ao local para avaliar a extensão dos danos. Não há relatos de feridos.

O ministro da Energia israelense confirmou que refinarias de petróleo em Haifa foram atingidas, mas que não houve dano significativo.



O Corpo de Bombeiros de Israel informou que equipes estão realizando buscas no local e trabalhando para extinguir um incêndio que começou, enquanto outras equipes verificam um possível incidente com materiais perigosos.

As refinarias do Grupo Bazan são uma das maiores empresas de energia de Israel, operando a principal instalação de refino para produção de combustíveis e produtos químicos na região da Baía de Haifa.

O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.

Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.

Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.

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Irã atinge pela primeira vez caça F-35, modelo mais moderno dos EUA




Um caça F-35, considerado o modelo mais avançado da frota aérea americana, foi atingido pela primeira vez em combate em meio à guerra no Oriente Médio. O jato realizava uma missão sobre o Irã quando sofreu danos e precisou fazer um pouso de emergência em uma base dos Estados Unidos na região, revelou o canal americano CNN nesta quinta-feira, 19. O piloto conseguiu aterrissar em segurança, e o caso está sendo investigado.

A ocorrência foi confirmada por autoridades militares americanas à emissora. O Comando Central dos Estados Unidos, unidade do Exército responsável pelo Oriente Médio, afirmou que ainda não há conclusão oficial sobre o que provocou o dano. Mas fontes ouvidas pela imprensa internacional indicam que o avião pode ter sido atingido por sistemas iranianos de defesa anti-aviões.

Se confirmado, o caso colocaria em xeque declarações recentes do presidente Donald Trump e seu parceiro de bombardeios, Benjamin Netanyahu, que vinham destacando a superioridade aérea dos Estados Unidos e Israel sobre o Irã. Apesar da vantagem militar, especialistas apontam que a República Islâmica ainda mantém capacidade de resposta, com sistemas móveis e armamentos de menor alcance capazes de surpreender.


Jato avançado

O F-35 é um caça furtivo de quinta geração, projetado para escapar de radares e operar em ambientes de alta ameaça. A unidade custa mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 521,5 milhões, na cotação atual) e o modelo é peça-chave na estratégia militar americana e de aliados na região. Na atual guerra, tanto Estados Unidos quanto Israel empregam a aeronave em operações ofensivas.

Até agora, as perdas confirmadas de aviões americanos no conflito não envolviam ataques iranianos. Três caças F-15 foram derrubados em um episódio de fogo amigo envolvendo forças do Kuwait, sem vítimas registradas, enquanto um avião-tanque caiu no Iraque em circunstâncias ainda não esclarecidas, deixando seis mortos.

O episódio ocorre em um momento de intensificação da presença militar americana no Oriente Médio. Novos reforços, incluindo unidades anfíbias e aeronaves adicionais, estão sendo deslocados para a região à medida que a guerra se aproxima da terceira semana.

Paralelamente, o conflito já impacta o mercado internacional de armamentos. O governo americano aprovou a venda de mais de US$ 16 bilhões em equipamentos militares para países do Golfo Pérsico. Entre os principais compradores estão Emirados Árabes Unidos e Kuwait, que buscam reforçar suas defesas diante do risco de retaliações iranianas.




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