VOD NOTICIAS SEM CENSURA

Eduardo Bolsonaro tratou sobre filme com Vorcaro e pediu para enviar ‘máximo’ de recursos aos EUA

Ex-deputado orientou sobre envio de dinheiro ao país para produção sobre Jair Bolsonaro; ele mora nos Estados Unidos desde fevereiro. Eduardo afirmou que o site Intercept Brasil foi ‘na casa errada’; outros citados na reportagem não responderam




Eduardo Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o filme “Dark Horse”: as novas revelações que ampliam a investigação sobre recursos enviados aos EUA

Novas mensagens divulgadas pelo site Intercept Brasil nesta quarta-feira (27) colocaram novamente o nome do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no centro de uma controvérsia envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As conversas reveladas indicam que Eduardo teria participado diretamente de tratativas relacionadas ao envio de recursos para os Estados Unidos, onde vive atualmente, e sugerido estratégias para facilitar a transferência de valores destinados à produção cinematográfica. O caso ganhou ainda mais relevância porque a Polícia Federal já investiga movimentações financeiras ligadas ao projeto e possíveis conexões com fundos sediados no Texas.

Segundo a reportagem, Eduardo Bolsonaro conversava com Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias, sobre dificuldades para remeter dinheiro do Brasil para os EUA. Nas mensagens, o ex-deputado afirma que “o ideal seria haver os recursos já nos EUA”, explicando que transferências internacionais poderiam enfrentar barreiras burocráticas e demorar meses.

Em outro trecho divulgado, Eduardo demonstra preocupação com o processo e sugere acelerar as remessas enquanto o “sistema atual” ainda permitia as operações. A fala foi interpretada por críticos como um indício de tentativa de agilizar o envio de recursos antes de eventuais restrições financeiras ou investigações mais profundas.

As mensagens também mencionam Altieris Santana, corretor de imóveis ligado ao Havengate Development Fund LP, um fundo sediado no Texas apontado como possível destino de parte dos recursos relacionados ao filme. O fundo é controlado por Santana e pelo advogado Paulo Calixto, nome que já apareceu anteriormente em articulações envolvendo aliados da família Bolsonaro.

De acordo com informações reveladas nas investigações, uma parcela de aproximadamente R$ 134 milhões negociados para o projeto cinematográfico teria sido transferida pela empresa Entre Investimentos e Participações, parceira de empresas ligadas a Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura agora se parte desse dinheiro acabou sendo direcionada ao fundo nos Estados Unidos.

A suspeita central dos investigadores é que os recursos possam ter sido utilizados para sustentar a permanência de Eduardo Bolsonaro no país. O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, período em que passou a atuar politicamente junto a grupos conservadores americanos e buscar apoio internacional contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro ponto que chamou atenção foi a reportagem do Intercept sobre a residência onde Eduardo estaria vivendo no Texas. O imóvel, localizado em Southlake, possui quatro quartos, piscina e, segundo o site, chegou a ter anúncios de aluguel equivalentes a cerca de R$ 30 mil mensais.

Quando a equipe do Intercept foi ao endereço para solicitar entrevista, quem atendeu foi Heloísa Bolsonaro, esposa do ex-deputado. Ela confirmou que a família estava no local, mas recusou entrevista. Dias depois, Eduardo publicou um vídeo afirmando que um homem estaria “rondando” sua residência e que o caso teria sido comunicado à polícia.

Nesta quarta-feira, durante conversa com jornalistas em Washington, Eduardo Bolsonaro afirmou que mora de aluguel, negou receber dinheiro público desde março e acusou o Intercept de ter ido “à casa errada”. Questionado sobre o fato de sua esposa aparecer atendendo à porta na gravação divulgada pelo portal, ele respondeu apenas “aparece” antes de encerrar a entrevista.

As revelações aumentaram a pressão sobre Eduardo Bolsonaro porque a Polícia Federal já vinha investigando acertos financeiros envolvendo Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República.

Uma das linhas investigativas busca esclarecer se recursos ligados ao filme “Dark Horse” foram usados para driblar restrições financeiras impostas por decisões judiciais do STF. Isso porque contas associadas ao ex-deputado teriam sido bloqueadas, dificultando movimentações internacionais.

No último dia 14, Eduardo havia negado qualquer participação financeira direta no projeto, dizendo que apenas cedeu seus direitos de imagem para a produção. Porém, no dia seguinte, publicou um vídeo admitindo ter investido R$ 350 mil no longa-metragem, valor que teria vindo da venda de um curso online.

Segundo ele, o dinheiro foi posteriormente devolvido, embora não tenha explicado quem realizou o reembolso nem de que forma ocorreu a restituição dos recursos. A falta de detalhes ampliou os questionamentos sobre a origem e o destino dos valores envolvidos.

Eduardo também confirmou que apareceu inicialmente como produtor-executivo do filme em contratos antigos da produção, mas afirmou que deixou essa função após se mudar para os Estados Unidos. Desde então, segundo sua versão, teria permanecido apenas como cedente dos direitos autorais relacionados à própria imagem.

O caso ganhou forte repercussão política porque envolve personagens centrais do bolsonarismo, movimentações milionárias internacionais e suspeitas de uso de estruturas financeiras privadas para sustentar atividades políticas fora do Brasil.

Daniel Vorcaro, por sua vez, tornou-se um dos nomes mais controversos do cenário político-financeiro recente. O empresário já vinha sendo citado em diferentes investigações e em reportagens que apontam conexões entre interesses econômicos, operadores políticos e setores ligados ao poder em Brasília.

Até o momento, nem Vorcaro, nem Thiago Miranda, Altieris Santana ou Paulo Calixto responderam oficialmente às perguntas enviadas pela reportagem do Intercept Brasil.

Enquanto isso, investigadores analisam documentos, transferências financeiras e comunicações internas para entender se houve irregularidades nas operações relacionadas ao filme “Dark Horse” e aos fundos sediados no Texas.

O episódio também reacende o debate sobre financiamento político internacional, transparência em produções audiovisuais de caráter ideológico e o uso de estruturas financeiras privadas por figuras públicas brasileiras que passaram a atuar fora do país.

Nos bastidores políticos, aliados e adversários acompanham o avanço das investigações com atenção. O caso já é visto por analistas como potencialmente explosivo por unir cinema, política, recursos milionários internacionais, fundos privados americanos e integrantes da família Bolsonaro em uma mesma narrativa.

Com a ampliação das apurações da Polícia Federal e a divulgação contínua de mensagens e documentos, a expectativa é de que novos detalhes sobre o fluxo financeiro do projeto venham à tona nas próximas semanas.

A depender do conteúdo das investigações, o caso pode gerar consequências políticas, jurídicas e financeiras relevantes para os envolvidos, especialmente em um momento de intensa polarização política no Brasil e de movimentações antecipadas para a disputa presidencial de 2026.


Os textos gerados por inteligência artificial na Noticias sem censura são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da Noticias sem censura.






Comentários