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Após operação, Gleisi cobra Congresso por aprovação da PEC da Segurança

 

Segundo a ministra, a ação evidenciou a necessidade de cooperação entre as forças policiais do Brasil e órgãos de segurança




A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ressaltou nesta terça-feira (28) “a urgência do debate e aprovação da PEC da Segurança” no Congresso Nacional, em resposta à operação policial no Rio de Janeiro, no Complexo do Alemão, que deixou ao menos 64 mortos.

Segundo Gleisi, a ação evidenciou a necessidade de cooperação entre as forças policiais do Brasil e órgãos de segurança pública, um dos pontos defendidos pelo projeto do governo enviado ao parlamento em abril deste ano.

"Os violentos episódios desta terça-feira no Rio, com dezenas de mortes, inclusive de policiais, bloqueio de rodovias e ameaças à população, ressaltam a urgência do debate e aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional", disse.

"Ficou mais uma vez evidente a necessidade de articulação entre forças de segurança no combate ao crime organizado. E o fortalecimento da Polícia Federal e outras forças federais no planejamento e na execução das ações conjuntas, não apenas fornecendo armas, equipamentos e tropas para operações decididas isoladamente por governos locais", acrescentou.

"Também ficou demonstrada a necessidade de que as ações sejam precedidas de operações de Inteligência, inclusive inteligência financeira, para que obtenham sucesso, como vimos na Operação Carbono Oculto. É isso que o governo do presidente Lula propõe na PEC da Segurança Pública: uma grande articulação com os governos estaduais, em que somente o crime sairá perdendo", finalizou a ministra no X.

Texto


Operação no Rio contra facções criminosas registra 64 mortes




Subiu para 64 o número de  mortos na Operação Contenção, nos complexos do Alemão e da Penha: dois deles são policiais civis e outros dois do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope) em tiroteio na área de mata do Complexo do Alemão. A informação é do Palácio Guanabara. A Polícia Militar colocou de prontidão toda a tropa, mesmo o pessoal administrativo está convocado a comparecer aos quartéis. 

O número de presos já ultrapassa 100, muitos deles de uma facção criminosa do Pará, do norte do país, escondidos no RioMais de 75 fuzis, além de pistolas e granadas foram apreendidos na ação até agora.

Com a operação Contenção realizada desde a madrugada de hoje (28) nos Complexos do Alemão e da Penha, zona norte da cidade, criminosos da facção Comando Vermelho receberam ordens para fechar as principais vias da cidade.

Linha Amarela foi fechada, uma das principais vias expressas da cidade que liga a Barra da Tijuca e Jacarepaguá ao outro lado da cidade, na Ilha do Governador, na zona norte, cortando dezenas de bairros. Estrada Salazar Mendes de Morais, que passa junto à  Cidade de Deus está fechada nos dois sentidos.

Avenida Brasil, com 54 quilômetros de extensão, que corta toda a cidade, desde a zona portuária do Rio até Santa Cruz, na zona oeste, no outro extremo da cidade, já tem trechos interditados, na pista lateral em direção ao centro da cidade, nas proximidades do Complexo da Maré.

Transporte

Rio-Ônibus que administra os ônibus da cidade do Rio de Janeiro informou que mais de 50 coletivos foram usados como barricadas em vários pontos da cidade. 

Várias ruas de Jacarepaguá também estão interditadas, entre elas, a Estrada do GabinalEstrada dos Três Rios e Avenida Geremário Dantas.

A via expressa também foi fechada por determinação da Polícia Militar, porque criminosos do Morro do Dezoito, na Água Santa, na zona norte, estavam atirando do alto da comunidade em direção à Linha Amarela.

No Méier, a rua Dias da Cruz principal ligação do bairro com o centro da cidade ficou fechada por mais de 30 minutos. A PM conseguiu liberar a via há pouco. Já na avenida Marechal Rondon, no Engenho Novo, de acesso ao centro da cidade está fechada por ônibus atravessados na pista e por barricadas usando caçambas de lixo.

No sentido contrário, a Rua 24 de Maio que recebe todo o fluxo de veículos do centro da cidade também está fechada, com ônibus urbanos atravessados na pista.

Na ação de hoje, os criminosos do Comando Vermelho usaram drones com bombas que foram jogadas contra os policiais.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) estão com as atividades acadêmicas suspensas. O mesmo acontece com as unidades estaduais da Faetec.


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