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Trump diz que ataque contra Irã foi motivado por ‘convicção de que eles atacariam primeiro’

 

Presidente dos EUA também negou ter sido arrastado para a guerra por Israel, apontando que foi responsável por 'forçar a mão' dos aliados





O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os ataques americanos contra o Irã ocorreram devido à sua “convicção” de que a nação persa atacaria primeiro. A declaração foi dada durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval nesta terça-feira, 3, junto ao chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.

“Estávamos negociando com esses lunáticos, e eu tinha a impressão de que eles atacariam primeiro”, disse Trump. A declaração do mandatário faz referência às três rodadas de negociação entre Washington e Teerã realizadas desde o início de 2026 para definir o futuro do programa nuclear iraniano.

Trump também rejeitou a sugestão anterior do secretário de Estado Marco Rubio de que Israel teria arrastado os EUA para o conflito. “Na verdade, talvez os tenha forçado a agir”, disse o republicano, indicando a possibilidade de Washington ser o responsável pela inserção de Tel Aviv na guerra.


“Talvez eu tenha forçado a mão de Israel, mas Israel estava preparado e nós estávamos preparados, e tivemos um impacto muito, muito poderoso. Praticamente tudo o que eles (iranianos) tinham foi destruído”, completou.

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Embora Trump tenha insistido em sua “convicção” de um possível ataque iraniano, informações disponibilizadas ao Congresso Americano não corroboram essa possibilidade. De acordo com o jornal israelense The Times of Israel, fontes do Departamento de Defesa dos EUA disseram aos legisladores que Washington não tinha nenhuma informação que indicasse um possível ataque preventivo por parte de Teerã.

O conflito entre Irã e a coalizão formada por Estados Unidos e Israel teve início no sábado, 28, quando uma ofensiva americana-israelense iniciou um intenso bombardeio contra o território iraniano. Pelo menos 787 pessoas morreram em decorrência dos ataques, incluindo o líder supremo do país, Ali Khamenei.

Em resposta, Teerã passou a conduzir ataques em larga escala contra diferentes nações do Golfo Pérsico que abrigassem bases militares ou instalações americanas. Nove países foram atingidos até o momento, incluindo Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, causando uma profunda instabilidade regional.


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Um ataque lançado por Israel e Estados Unidos atingiu prédio onde era realizada a assembleia de eleição do novo líder supremo do Irã, nesta terça-feira (3/3). A informação foi confirmada pela agência iraniana Tasnim.

"Os criminosos americano-sionistas atacaram o prédio da Assembleia de Especialistas em Qom", afirmou.



 

Segundo veículos israelenses, todos os 88 aiatolás estavam no edifício, informação negada pela mídia iraniana.  "Basicamente, não houve tal reunião naquela época, e esses rumores são uma operação psicológica para criar uma sensação de vácuo de poder no país", afirmou fonte ao Tasnim.  

Em publicação, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que os ataques atingiram um complexo estratégico do país. Entre esses locais, afirma o jornal The Jerusalem Post, estão a sede da presidência, a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, um centro de reuniões utilizado pelo fórum sênior da República Islâmica e uma sede de treinamento para oficiais militares.





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